O governador eleito do Rio Wilson Witzel (PSC) tem anunciado ações e discurso voltados para mais violência do Estado, surfando na linha do populismo de direita; a realidade de grandes cidades do mundo, no entanto, vai na contramão da militarização policial; com baixos índices de violência, Londres e Tóquio, por exemplo, apostam em táticas de neutralização com uso cauteloso de armas; nessas cidades, um policial só pode atirar quando acredita que há crível e iminente ameaça à vida

Brasil  247 – O governador eleito do Rio Wilson Witzel (PSC) tem anunciado ações e discurso voltados para mais violência do Estado, surfando na linha do populismo de direita. A realidade de grandes cidades do mundo, no entanto, vai na contramão da militarização policial. Com baixos índices de violência, Londres e Tóquio, por exemplo, apostam em táticas de neutralização com uso cauteloso de armas. Nessas cidades, um policial só pode atirar quando acredita que há crível e iminente ameaça à vida.

A reportagem do jornal O Globo destaca que “na capital britânica, assim como em todo o Reino Unido, o porte de armas é vetado à população, com exceção de cidadãos que cumpram longa burocracia (entrevistas e até visitas a moradia) para demonstrar que têm bons motivos para pleitear armamento. Armas curtas são proibidas, mas espingardas e rifles podem ser autorizados. Como há poucos homicídios e crimes em geral, nem todos os policiais portam armas”.

E acrescenta: “o sistema foi moldado para impor todas as barreiras possíveis à venda de armas, sendo necessário ao indivíduo comprovar a autoridades que não representa uma ameaça à segurança por meio de uma série de verificações – incluindo entrevistas, verificações de antecedentes criminais e uma visita à propriedade da pessoa. Como o índice de homicídios e outros crimes é baixo em geral, nem todos os policiais portam armas, como os agentes que fazem patrulhas de rotina nas ruas”.