Rony Alves (PTB), vereador afastado de Londrina, no norte do Paraná, foi preso neste sábado por suspeita de ameaça a uma testemunha da Operação Zona Residencial 3 (ZR3), que apura um esquema de cobrança de propina para mudanças de zoneamento na cidade. As informações são de Cristiane Oya, RPC Londrina e G1 PR

A prisão preventiva foi determinada pela juíza de plantão, Claudia Andrea Bertolla, na sexta-feira (21), depois de um pedido feito pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

Alves, que estava sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, foi preso na casa dele, por volta do meio-dia.

O advogado Maurício Carneiro, responsável pela defesa de Rony Alves, disse que não vai se manifestar no momento porque ainda não teve acesso à decisão que levou à prisão do vereador afastado.

A Operação ZR3

A Operação ZR3 foi deflagrada pelo Gaeco em janeiro deste ano. Em 9 de fevereiro o Ministério Público do Paraná (MP-PR) apresentou uma denúncia contra 13 pessoas por crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva.

Entre os acusados estão os vereadores afastados Mário Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB), servidores públicos municipais e empresários.

Conforme o documento, Takahashi, até então presidente da Câmara, e Rony Alves, seriam os líderes da suposta organização criminosa. Os dois negam as acusações.

Um servidor público, responsável pelo setor de loteamentos da prefeitura, seria o braço do grupo no Poder Executivo.

Em 19 de fevereiro, a Justiça aceitou a denúncia, e as 13 pessoas denunciadas viraram rés por envolvimento nas supostas irregularidades.