Militares da Guarda Nacional Bolivariana da Venezuela apreenderam no rio Orinoco, no estado de Bolívar, lanchas armadas com emblemas da Marinha colombiana.

As embarcações foram encontradas durante uma patrulha de militares venezuelanos no município de Cedeño, no contexto da operação Escudo Bolivariano.

As três lanchas são do modelo Boston Wheeler e foram encontradas em estado de abandono sem nenhum tripulante e com metralhadoras de calibre .50 e M60, comunicou o Ministério da Defesa venezuelano.

O achado se deu ainda pela madrugada de ontem (9) nas margens do rio Orinoco no sul. No momento, as lanchas se encontram em poder dos militares venezuelanos.

‘Correnteza forte’

Por sua vez, a Marinha colombiana emitiu um comunicado em seu Twitter dizendo que as lanchas estavam na orla do rio Meta, mas que a correnteza local acabou por as arrastar até o território venezuelano.

Prisões

O presidente venezuelano Nicolás Maduro anunciou também ontem a captura de outros três supostos mercenários implicados na tentativa de invasão do território venezuelano por via marítima no estado de La Guaira uma semana atrás.

“Devo informar que hoje capturamos mais três mercenários, foram capturados pelo grupo de comando marítimo número 82”, afirmou o presidente em cadeia televisiva, publicou o portal Minuto30.com.

Na ocasião, foram interceptadas lanchas com homens armados supostamente vindas do território colombiano.

Entre os homens armados estavam dois cidadãos norte-americanos.

O grupo teria como objetivo “cometer assassinatos de líderes” do governo venezuelano, segundo o ministro da Justiça do país, Néstor Reverol.

Dois mercenários norte-americanos presos na Venezuela, com farto armamento, após tentativa frustrada de desembarque no país. Outros 8 mercenários colombianos também foram presos na mesma ação. 

Maduro diz que vai acusar Duque no Tribunal Penal Internacional por tentativa de invasão

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que irá acusar o mandatário colombiano, Iván Duque, ante o Tribunal Penal Internacional pela tentativa de invasão do território venezuelano do dia 3 de maio.

Na semana passada, o governo venezuelano disse que frustrou uma tentativa armada de invasão via marítima procedente da costa da Colômbia.

“Não tenho nenhuma dúvida da responsabilidade de Iván Duque”, afirmou Maduro neste sábado (9) durante um ato do governo transmitido pela televisão, segundo a agência AP.

No evento, o presidente venezuelano disse que deu instruções ao chanceler Jorge Arreaza para realizar os trâmites legais para acusar o governo da Colômbia ante o Tribunal Penal Internacional (TPI).

‘Responsabilidade penal’

Maduro afirmou que tinha certeza da “responsabilidade penal” e “política” de Duque, por isso a Venezuela tinha a “necessidade de acusá-lo” na corte, como “complemento da acusação que estamos fazendo contra seus amos do norte [Estados Unidos]”.

Em 3 de maio, autoridades venezuelanas anunciaram que impediram uma incursão armada no estado de La Guaira. Segundo o governo da Venezuela, na ação teriam morrido pelo menos oitos mercenários e dezenas foram presos, entre eles dois estadunidenses, Luke Denman e Airan Berry.

Os dois estariam vinculados ao ex-militar norte-americano Jordan Goudreau, diretor da empresa de segurança privada SilverCorp, que admitiu ter coordenado a operação, batizada de Gideon, contra o governo chavista. Além disso, ele contou que o líder opositor Juan Guaidó saberia do plano.

Venezuela encontra lanchas da Marinha colombiana

De acordo com o governo da Venezuela, dezenas de mercenários foram treinados na cidade de Riohacha, na Colômbia, com ajuda do Exército do país. O objetivo era invadir a Venezuela e tomar o aeroporto Simón Bolívar, nas imediações de Caracas, e matar Maduro.

Na madrugada de sábado, membros da Guarda Nacional Bolivariana, das Forças Armadas da Venezuela, anunciaram que apreenderam no rio Orinoco, no estado de Bolívar, três lanchas de combate identificadas com o emblema da Marinha colombiana.

De acordo com as Forças Armadas venezuelanas, as embarcações estavam equipadas com metralhadoras e munição. A Marinha colombiana, por sua vez, disse que as lanchas foram arrastadas pela correnteza até o território venezuelano.

O governo da Colômbia, que não reconhece Maduro como presidente venezuelano, nega envolvimento na tentativa de invasão.

 

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