Em um claro exemplo para o Brasil, que comemora o Golpe Militar de 1964, o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, demitiu nesta segunda-feira (1) seu ministro da Defesa, Jorge Menéndez, e autoridades da cúpula militar do país acusadas de terem se omitido diante da confissão de um ex-oficial sobre crimes cometidos durante a ditadura militar

DW Brasil – O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, decidiu demitir nesta segunda-feira (01/04) seu ministro da Defesa, Jorge Menéndez, e autoridades da cúpula militar do país acusadas de terem se omitido diante da confissão de um ex-oficial sobre crimes cometidos durante a ditadura militar.

O escândalo foi revelado neste fim de semana pelo jornal uruguaio El Observador. Segundo o diário, o ex-militar José Nino Gavazzo confessou ao Tribunal de Honra do Exército ter jogado em um rio, em 1973, o corpo do guerrilheiro Roberto Gomensoro. O ativista é considerado o primeiro desaparecido político da ditadura uruguaia, que se estendeu de 1973 a 1985.

A confissão, feita no ano passado, foi ignorada, e o tribunal concluiu que os atos de Gavazzo “não representaram uma afronta à honra” do Exército. A decisão foi homologada pelo Poder Executivo.

Segundo o Observador, o presidente uruguaio teria ficado muito chateado por não ter sido informado da confissão de Gavazzo, incluída nas atas do Tribunal de Honra. A assinatura de Vázquez aparece na homologação da decisão da corte ao lado da do vice-ministro da Defesa, Daniel Montiel, que assumia a pasta interinamente enquanto Menéndez estava de licença médica.

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