O turista que visitar a cidade de Antonina, ao domingo, e almoçar no restaurante Brisa do Mar, ao lado do trapiche da Feira Mar, terá uma grata surpresa ao ver e ouvir o show do cantor argentino Paco Torres.

Talentoso, cantor e guitarreiro, um verdadeiro show man com muito bom humor e simpatia.

Nosso repórter teve essa sorte ao participar em Antonina do passeio no Trem Caiçara – outra experiência maravilhosa –, almoçar no excelente Brisa do Mar e em seguida assistir ao show de Paco Torres.

Quando perguntam a ele sobre sua nacionalidade, ele responde: – Sou baiano.

Mas como? Tem sotaque argentino, canta como um argentino. Como pode ser baiano? E ele esclarece:

– Sou baiano de Baia Blanca, na Argentina.

O nome artístico é Paco Torres. Ele iniciou na vida artística há muitos anos em São Paulo, se apresentando com um grande amigo espanhol. “Como ele não sabia meu nome, me chamava de Paco, e jamais considerei o apelido pejorativo, ao contrário, eu agradeço até hoje, para evitar identificar minha vida secreta (risos)”. Talvez nosso cantor esteja fugindo de algum marido ciumento. Não se sabe, ou melhor, ele conta a seguir como veio parar em Antonina.

Paco Torres nasceu em Buenos Aires, “mas me considero baiano”, esclarece, embora tenha nascido em Baia Blanca.

Quando se descobriu cantor?

Quando eu tinha cinco anos. Cantava e tocava violão desde criança porque não gostava de trabalhar (risos).

Paco Torres não é um desconhecido para os curitibanos. Ele se apresentou vários anos no famoso e inesquecível Tex Mex, no excelente restaurante Anarco no Mercado Municipal, na Casla (Casa Latinoamericana), importante centro cultural da capital paranaense dirigido pela uruguaia Gladys Floriani.

Tudo começou, conta Paco, quando ainda adolescente em Buenos Aires decidiu visitar e conhecer Bariloche. Partiu apenas com o dinheiro de ida. Ao chegar a Bariloche procurou trabalho como cantor, agradou, fez amizade com alguns brasileiros que o convenceram a vir morar em São Paulo, onde trabalhou como músico por vários anos. Depois decidiu vir a Curitiba. Fez sucesso nos locais onde se apresentava, a ponto de lançar o CD “Novela mexicana”, com músicas que fizeram sucesso nas décadas de 60 e 70. O CD é vendido durante as apresentações e tem ótima seleção de música para quem gosta do gênero, tais como Yo soy norteño, Cielito Lindo, Pá todo el ano, Ella, La media vuelta, Perfídia, la Barca, História de um amor, entre outras.

E durante uma apresentação em Curitiba, um amigo o convidou a passar alguns dias em Antonina, numa paradisíaca chácara à beira do Rio do Nunes. Ele veio para passar uma semana, e isso já faz quase dois anos. Paco Torres continua na mesma chácara, curtindo a natureza, a beleza de águas cristalinas do Rio do Nunes.