Nesta quarta-feira (6), especialistas constataram que uma grande mancha de óleo já tinha aparecido no litoral do Nordeste dois dias antes da passagem do navio grego Bouboulina, apontado pela como o principal suspeito do vazamento de óleo. A empresa Delta Tankers, dona da embarcação, nega envolvimento no caso.

247 – O Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) tem uma imagem da prrsença de mancha de óleo a 40 quilômetros da costa do Rio Grande do Norte, o que, segundo especialistas, permite levantar a hipótese de que o petroleiro grego não seja o responsável pelo vazamento. A informação é de O Estado de S.Paulo.

De acordo com o pesquisador Humberto Barbosa, coordenador do Lapis e responsável pela análise da imagem, a mancha detectada teria 85 quilômetros de extensão por um quilômetro de largura.

A reportagem assinala que a embarcação detectada na imagem não pode ser o petroleiro Bouboulina, segundo Barbosa. Outra imagem do satélite europeu analisada pelo grupo de pesquisadores anteriormente revela que o navio grego só passou pelo local dois dias mais tarde, em 26 de julho.

O laboratório da Ufal também acompanhou todo o itinerário do navio grego, com respectivos horários e locais do trajeto, desde a Venezuela até a Malásia e sustenta que é improvável que seja o Bouboulina o causador do vazamento. “Verificamos que, aparentemente, não houve paradas do navio durante o percurso”, afirmou Humberto.