Diante dos acontecimentos ocorridos no domingo e a repercussão negativa promovida pela mídia, criminalizando a luta anti-fascistas e anti-racista, com ampla difusão de informações confusas pela mídia e manifestações políticas de ultra direita se apropriando dos símbolos nacionais, se faz necessário ter um posicionamento.

Quem cala consente.

Hoje, pela manhã, testemunhamos a ação singela, simbólica, porém de grande importância – sem expor os pares à aglomeração – reivindicando o direito de resposta do movimento negro.

São falsas as notícias que criminalisam o movimento anti-racista e anti-fascista.

Os responsáveis devem ser punidos pelos atos que cometeram.

Mas como permanecer em silêncio diante da ação coordenada de grupos interessados em criminalizar protestos justos e legítimos?

A luta contra o racismo e contra o fascismo é uma “luta existencial”, uma luta por humanidade, por conhecimento, consciência, respeito. Uma luta política, em última instância, para defender o país que queremos: mais justo, mais democrático, mais soberano…

Ato simbólico.

Durante vinte minutos, negros e negras “em movimento” reuniram-se com representantes da PM e da Casa Militar, em frente ao Palácio, para reafirmar as legítimas reivindicações do movimento Vidas negras importam e do Movimento antifascista; exercer o seu direito de resposta, “escurecendo” fatos, desmontando mentiras, desfazendo a confusão criada e afirmando os valores legítimos que foram manchados pelos atos de vandalismo – sem aglomeração, para não expor nossos irmãos e irmãs ao risco de contagio.

Muito foi dito – e muito mais ainda precisa ser dito para restabelecer a verdade e a destruição que vem sendo causada em todo o país pelos grupos racistas e nazifascistas que vem ganhando cada vez mais voz e vez desde as últimas eleições.

Direito de resposta.

Mais do que nunca, o debate sociológico e político precisam ser firmes e objetivos. Não podemos permanecer calados enquanto uma multidão se pronuncia em defesa de valores superados, mentiras explícitas, confusão e caos, argumentos racistas, nazifascistas ou ditatoriais.

Umberto Eco disse: “A internet deu voz a uma multidão de imbecis”.

Martin Luther King disse: “O que me assusta não é o grito dos maus, dos sem caráter, dos sem ética, mas o silência dos bons”.

Precisamos exercer o nosso direito de resposta sempre.

Palavras tem poder.

Precisamos defender o Brasil do racismo, do nazifascismo, da miséria, da morte, da perda de soberania, do medo… E afirmar o Brasil que queremos.

A sabedoria africana ensina que palavras tem poder. Elas não servem apenas para descrever a realidade, mas podem construir uma nova realidade.

Confere?

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Nesta manhã do dia 03/06/2020 Nossos representantes de diversas manifestações populares se reuniram no Palácio Iguaçu na cidade de Curitiba com o comando da Policia Militar do Estado do Paraná em Manifestação Intelectual Afro-brasileira a favor da Democracia Nacional livre de Intolerâncias Raciais, religiosas, de gênero entre outras.

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Acompanhe a manifestação pelos links abaixo

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