“Sim, a cloroquina virou a cocaína da extrema-direita brasileira e, em certa medida, americana, com a campanha destrambelhada de Trump […] Como Bolsonaro é Bolsonaro, tentou o caminho da truculência”, escreve o jornalista Reinaldo Azevedo

247 – O jornalista Reinaldo Azevedo, em sua coluna no portal Uol afirma que a cloroquina é a nova cocaína da extrema-direita. “É a droga que deixa a turma alucinada”, diz ele em referência  ao medicamento defendido por Donald Trump e Jair Bolsonaro para tratamento do coronavírus.

O colunista destaca a falta de comprovação científica do remédio. “Por enquanto, não há evidências. Nas mesmas circunstâncias, pessoas que tomaram e que não tomaram a droga foram curadas. E o contrário também se deu: em condições semelhantes, pacientes que se trataram e que não se trataram com a dita-cuja morreram”, escreve.

“Sim, a cloroquina virou a cocaína da extrema-direita brasileira e, em certa medida, americana, com a campanha destrambelhada de Trump […] Como Bolsonaro é Bolsonaro, tentou o caminho da truculência: Trump se comporta como garoto-propaganda da cloroquina e tenta ganhar o aval de especialistas para seu emprego em larga escala. Não encontrou especialista respeitável que tenha comprado a sua tese. Já o presidente brasileiro pensou até em baixar um decreto determinando o uso do remédio. Seu especialista respeitável é Osmar Terra”, acrescenta.