Caso ocorreu num batalhão do interior de Goiás e envolveu quatro soldados. Ministério Público Federal investiga vídeo que mostra maus-tratos a um dos recrutas dentro do quartel 

Na representação feita ao MPF, os quatro recrutas relatam terem sido alvo de assédio moral, maus-tratos e perseguições por razões políticas. No relato, é contado que um oficial, durante a apresentação da turma, no início do ano, teria pedido que se identificassem aqueles “petistas ou defensores dos direitos humanos”. Os que o fizeram teriam passado a ser alvo de perseguições por superiores.
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O procurador disse à Gazeta do Povo que são vários os indícios de uma série de abusos continuados e que boa parte está documentado. “A explicação dada pelos representantes das supostas vítimas é que o motivo dessa prática foi essa divergência ideológica. Um deles se manifestou politicamente, ao responder à pergunta de um oficial, e teria começado essa rotina de perseguição”, disse Medeiros, que investiga o caso.
“As imagens são fortes e dão credibilidade para os relatos nesse estágio inicial. Ao longo da investigação vamos ter melhores respostas”, afirmou ainda o procurador.
Segundo o relato das vítimas, os atos de perseguição ocorriam com frequência, em vários eventos, como nos meses de abril, maio e junho. Medeiros afirmou que há menção “muito farta” aos nomes dos agressores e das vítimas. E, dada a sensibilidade do caso, o procurador entendeu melhor não divulgar os nomes. Apenas o vídeo da agressão, que mostra de longe os envolvidos.