Foto – Nota de 20 dinares líbios, emitidas nos tempos da Líbia kadafista

Notas bancárias com valor nominal de 20 dinares, emitidas em 2002 e 2009, dão a nós memória sobre o período maravilhoso da Jamahirya (poder popular) Líbia, onde o povo não pagava luz, água, saúde, educação e habitação.

De um lado da nota bancária é colocado um mapa da Líbia com o mapa do Grande Rio Artificial. O maior projeto de irrigação de larga escala em toda a história da humanidade para irrigar o deserto líbio. Este grande sistema de tubos e aquedutos, que inclui também mais de 1300 poços de profundidade de até 500 metros, supria as cidades de Trípoli, Benghazi, Sirte, e dezenas de outras cidades, fornecendo mais de 6.500.000 metros cúbicos de água potável por dia. O líder da Líbia socialista Muamar Kadafi denominou este rio como “a oitava maravilha do mundo”.

Não menos interessante é o segundo lado da nota bancária. Aqui é representado um retrato grupal de líderes dos Estados africanos em maior ou menor grau ligados à União Africana. A realização dessa união se iniciou muito antes da Europeia. Ainda nos anos de 1972 a 1977 a união de três Estados – Líbia, Egito e Síria – abriu grande número de vantagens e perspectivas de desenvolvimento. Por volta do começo do século XXI as possibilidades da União Africana, a quantidade de nações que nela fazem parte, começaram a assustar muitos líderes europeus que nunca abriram mão de antigas ambições coloniais.

A profecia de Muamar Kadafi

“E agora escutem vocês, pessoas da OTAN (dominada por EUA, França e Inglaterra)! Vocês bombardeiam a muralha, que continha o fluxo da imigração africana à Europa, a muralha, que detinha os terroristas da Al Qaeda. A Líbia era essa muralha. Vocês a destroem. Vocês são idiotas. Pelos milhares de imigrantes da África, pelo apoio aos terroristas da Al Qaeda, vocês vão arder no inferno. E assim será. Eu nunca menti. Não minto agora”.

Resistência Terceiromundista