NOTA DO PT-PR

Pela quarta vez em pouco mais de um ano, a sede do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores no Paraná (PT-PR) se torna alvo de atentado.

Terrorismo

Na madrugada passada, por volta das 4h20, duas pessoas encapuzadas arremessaram bombas de coquetéis molotov contra a sede do Partido. Um dos recipientes se partiu contra a parede externa da sede e pegou fogo ao lado de uma das janelas da fachada do prédio. Uma chama se formou do lado de fora e parte do material continuou aceso por mais de 20 minutos.

O outro, abriu um buraco na vidraça – embora ela seja protegida por grades – e foi cair dentro de uma sala, próximo a cortinas, móveis de madeira, computadores e documentos. A chama dessa segunda bomba não durou muito e o recipiente cheio de combustível inflamável não se partiu, senão o incêndio no interior poderia ter atingido grandes proporções. Ainda há forte odor de combustível dentro da sala.

É muito grave!

É muito grave o que aconteceu e mais grave ainda por se tratar de fato reincidente. Preocupa-nos muito a violência causada pelo ódio e pela intolerância de pessoas que não admitem o pensamento diverso do delas, não toleram a diferença de opinião, não respeitam a vida do outro e usam da violência e da barbárie para impor o fascismo, a opressão e o terror.

Escalada do fascismo

O atentado não colocou em risco somente a sede do PT, mas toda a vizinhança no entorno, um bairro residencial. Se houvesse um incêndio de grandes proporções, por que era essa a intenção dos autores, os prejuízos contra o patrimônio do Partido, documentos e danos materiais diversos, mesmo que irrecuperáveis, seriam ainda poucos se comparados ao risco de o atentado incendiar e atingir também outras casas na vizinhança, onde as pessoas estavam dormindo naquele horário, ou mesmo contra os funcionários e dirigentes da sede durante o expediente normal. É desumano. É um retrato fiel da escalada do fascismo na sociedade.

Registro da ocorrência

O PT fez registro da ocorrência em delegacia de polícia e um inquérito deverá ser aberto para apurar o caso. O presidente eleito do PT-PR, acompanhado do presidente do Diretório Municipal de Curitiba, André Machado, da vereadora do Partido na Capital, Professora Josete, do ex-deputado federal Ângelo Vanhoni e de assessores do deputado Professor Lemos, líder do PT na Assembleia Legislativa do Paraná, participou no final da manhã de audiência com o chefe de gabinete da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná, Roberto Mello Milaneze, para relatar os fatos e pedir providências.

Reicidência

Os dois primeiros atentados aconteceram em março do ano passado e, no mês de agosto de 2016, houve também um assalto à mão armada contra duas funcionárias da sede do Partido e um prestador de serviços. Em todos os quatro episódios de violência contra o PT e funcionários da sua sede, a polícia foi acionada. Depois da audiência na Secretaria de Segurança Pública e diante dos compromissos lá assumidos, o PT sai confiante e com boas expectativas em relação ao trabalho da Polícia do Paraná no esclarecimento desses atentados.

Combate à impunidade

Associando os fatos com a mensagem do poema “No caminho com Maiakóvski”, o PT lamenta e repudia o ódio e a intolerância que motivam tamanhos desrespeito, barbárie e violência, bem como a impunidade e a permissividade que fazem com que ela se repita e não cesse. A violência cometida contra o PT hoje, uma vez impune, uma vez não identificados ou se não forem responsabilizados os autores, amanhã poderá se voltar contra qualquer outro segmento, indivíduos e setores da sociedade.