Por Fernando Brito – Tijolaço

A prisão, agora de manhã, do governador Luiz Fernando Pezão, a 30 dias de deixar o mandato, pode ser fundamentada ou não.

Com tudo o que fez Sérgio Cabral é bem provável que seja.

A única dúvida que não existe é que é um ato desastroso contra a administração fluminense e perfeitamente adiável por um mês, se antecedida de medidas cautelares.

O Estado mal estava botando o nariz de fora do atoleiro em que estava metido.

A ação, salvo se revelado algum ato iminente que pudesse barrar as investigações, tem essencialmente o conteúdo de demonstração de força do Judiciário – tão fraco, em outras coisas – e mais uma pitada de histeria no clima policial instalado na política, uma vez que, em apenas um mês, com o fim do mandato de Pezão, o STF deixará de ser o foro onde ele será julgado.

Engessado, faria menos mal do que preso a esta altura, deixando o Rio, para usar a expressão popular, num “bunda-lelê”. Porque o provecto Francisco Dornelles, além de ter também um caminhão de suspeitas, não tem a menor condição de assumir e, afinal, sem autoridade alguma.

Tivessem tomado a medida antes, até porque, Pezão já tem indícios suficientes contra si faz tempo e, a esta altura, prendê-lo é quase um pleonasmo.

Estamos em plena temporada de caça e não espere que vá ser menor depois de 1° de janeiro. Barbas devem ser postas de molho.

Pobre Rio de Janeiro, que vai ao caos antes de ser entregue a um energúmeno como é o governador eleito.