Fernando Brito – Tijolaço

A prisão de Michel Temer, todos sabem, é destas medidas para causar mais barulho que efeitos.

Tudo indica que será relaxada pelo Superior Tribunal de Justiça, amanhã ou no início da semana que vem, porque lhe faltam os requisitos legais que impõe que seja iminente o rico de fugir à ação da Justiça e à obstrução do processo judicial.

Se não cair no STJ, cairá no STF.

Temer tornou-se uma figura tão insignificante que sua prisão sequer consegue despertar alguma paixão política.

Mesmo entre os que a acham desnecessária, pelo sentido de julgamento e apenação antecipados que contêm, o pensamento que vem é o do castigo pela ambição que o levou a comandar, com Eduardo Cunha, o golpe de Estado de 2016.

Não fosse isso, Temer poderia recolher-se à sua casa, dar atenção à mulher e ao filho pequeno e ainda pontificar no que resta do PMDB, onde quem sobrou foge dele como o diabo da cruz.

Mas, de alguma forma, a sua herança continua viva, assombrando o Brasil, na forma do “Centrão” que um dia sua turma comandou.

O medíocre, quando quer escalar, à base de picaretagem, aquilo que sua altura não alcança, sempre termina ounido por uma tragédia.

Temer, ao menos entre os pequenos, pode se considerar, um dos “maiores minúsculos” da política brasileira.