O cirurgião dentista José Paulo Vieira Azim, prefeito municipal da cidade de Antonina, morou no bairro Água Verde por 25 anos. Ao se formar como cirurgião dentista, montou seu primeiro consultório no bairro, na rua Professor Assis Gonçalves.
Atualmente José Paulo é prefeito da cidade de Antonina, cidade onde nasceu. O prefeito José Paulo é avaliado entre os melhores prefeitos do Paraná.

Confira a seguir entrevista exclusiva ao nosso jornal.

Prefeito, fale sobre tempo que residiu no bairro Água Verde.
José Paulo – Foi uma época muito feliz. Eu sou antoninense, e parti para Curitiba aos quatorze anos, para estudar. E sempre morei no bairro Água Verde no período de estudos. Morei por um pequeno período de tempo no bairro Portão, perto do terminal, mas meu primeiro endereço foi no bairro Água Verde, na rua Professor Assis Gonçalves, 1200, na residência do meu tio Manuel e tia Jane, minha madrinha. Ali comecei meus estudos, depois mudei para o número 1161, na mesma quadra, entre a Rua Rio Grande do Sul e a Rua Santa Catarina.
Minha formação é cirurgião dentista, meu primeiro consultório foi também na Rua Professor Assis Gonçalves, esquina com Rua Santa Catarina. Lembro que na época quem me alugou o imóvel foi a Dona Maria, falecida. Ela tinha uma loja de armarinho, e na esquina tinha o Bar das Neves, do Gregório. Eu residi neste bairro por vinte e cinco anos, em outros endereços também. Só na Assis Gonçalves, tive três endereços. O bairro Água Verde é um bairro que cabe no meu coração, onde tenho muitos amigos e minha tia. Foi lá que iniciei minha carreira profissional, como dentista, no qual graças a Deus fui muito bem sucedido. É um lugar onde passei a metade da minha vida.

Quais as recordações da vida social na sua época?
José Paulo – Fiquei bastante tempo no bairro, ainda guardo alguns bons amigo, o Sid, o Toshio, proprietários do famoso e tradicional Bar Jabuti, bem na esquina da Assis Golçalves. Frequentei bastante o restaurante Cantinho do Eisbein, do seu Egon, da Dona Wilse. Na minha juventude não tinha a vida noturna que tem hoje, era mais residencial. Frequentava algum bar e restaurante.

Antonina está passando por um tempo impar na sua história, recuperação de casarios antigos, de edificações que ficaram por decadas e decadas abandonadas. A que se deve esta recuperação da cidade?
José Paulo – Se deve ao resgate da credibilidade do nosso município, Antonina passou por sucessivas má administrações, e isso fez com que o municipio perdesse credibilidade a nível estadual, e mesmo federal, dificultando assim investimentos. Assim que assumi, procurei colocar as documentações, as certidões do município em ordem e fazer contatos pessoais com parlamentares, autoridades, pessoas importantes, para mostrar que Antonina estava entrando em uma nova fase administrativa no seu desenvolvimento, e graças a Deus e a mobilização da nossa comunidade, que esteve de mãos dadas conosco, durante todo esse processo, porque prefeito nenhum faz nada sem o aval da comunidade; o apoio da comunidade é fundamental, e faço questão de registrar isso, essa movimentação da comunidade. Nós fomos recuperando essa credibilidade, atraindo investimentos. Hoje temos a recuperação do casario, o Iphan investiu em Antonina, praticamente dez milhões de reais, em três obras muito importantes: a obra do Armazém Macedo, a obra da Estação Ferroviária e a obra da igreja Bom Jesus do Saivá. A recuperação dos monumentos atrai visitantes, mas será ainda mais eficaz se eles tiverem vida e essa é a boa notícia para a comunidade antoninense e para comunidade paranaense, e também para nossos amigos do bairro Água Verde, que são nossos vizinhos, que vão gostar de nos visitar quando passar a pandemia, esses monumentos terão vida. A igreja é uma igreja católica, terá missas após a pandemia. A Estação Ferroviária vai receber o passeio da Maria Fumaça, entre Antonina e Morretes. Se a pandemia permitir, o primeiro passeio será em agosto. Outra boa noticia é que estamos transferindo o Armazém Macedo para o Sesc, teremos uma entidade de muita credibilidade, com capacidade de investimentos, administrando o Armazém Macedo, que é um espaço maravilhoso, e ali teremos arte, cultura, profissionalização para nossa comunidade, ou seja, monumentos que terão vida, que trarão desenvolvimento para Antonina.

Quais os destaques para o turismo em Antonina? Por que o Curitibano deve fazer turismo em Antonina assim que passar essa pandemia?
José Paulo – Antonina tem pecularidades que são só dela, é uma linda cidade cravada entre a montanha e o mar, tem um potencial gastronômico muito bom, tem um perfil de restaurantes menores, porém uma comida bem elaborada. Temos nossas ruas de pedra, uma cidade colonial, nosso casaril preservado e tombado, temos esses monumentos recém restaurados. Antonina é uma bela moldura para um passeio, um romance, cidade aconchegante e acolhedora. O povo daqui é caloroso, simpático, gosta de ajudar, é um povo solidário. Temos também a pecualidade que é o fato de estarmos dentro de uma reserva ambiental. Então quem prefere um eco turismo, também tem em Antonina, assim como rios de águas transparentes, cachoeiras, raft, corrida de kaiak, canoa, trilhas para caminhadas.
Tem a região do Vale do Gigante, um complexo de várias empresas, restaurantes, pousadas em nossa área rural, onde a pessoa tem uma experiência inesquecível com as belezas da mata atlântica.