Cerca de 80% do combustível consumido no Brasil é feito com petróleo nacional, enquanto só 20% são importados; se a Petrobras considerasse apenas os custos nacionais de produção, poderia vender gasolina e diesel por um preço bem abaixo do atual, segundo analistas

Brasil  247 Cerca de 80% do combustível consumido no Brasil é feito com petróleo nacional, enquanto só 20% são importados, informa Téo Takar, no UOL.

“Mas por que, então, os preços no país dispararam com a alta no mercado internacional, como se todo nosso petróleo fosse importado? Se a Petrobras considerasse apenas os custos nacionais de produção, poderia vender gasolina e diesel por um preço bem abaixo do atual, segundo analistas. Ainda assim, a empresa conseguiria lucrar e não teria risco de quebrar. No entanto, reduzir os preços dos combustíveis para todos os brasileiros – e não apenas para os caminhoneiros – dependeria basicamente de uma decisão de Estado, com a Petrobras assumindo efetivamente o papel de companhia estatal, com gestão eficiente e transparente. Trata-se de uma mudança radical em relação ao modelo econômico neoliberal vigente na empresa hoje”.

 

Globo trata como gênio um sujeito que levou a Petrobras a perder R$ 126 bilhões em uma semana. Por Kiko Nogueira

Uma das coisas mais divertidas de se assistir à GloboNews — se você não for do tipo que se irrita facilmente — é apreciar o mundo paralelo onde vivem Cantanhêde, Valdo Cruz e o resto da turminha.

Segundo esse pessoal, Pedro Parente é um gênio, um gestor incrível que salvou a Petrobras do buraco onde Dilma e Lula a haviam metido.

Cantanhêde o colocou num “dream team” do governo Temer, outra tragédia que ela ajudou a vender.

Sem entrar nem sequer no mérito da política de preços, sua saída é um testemunho eloquente de um fracasso sob qualquer ângulo que se olhe.

Parente durou dois míseros anos no cargo. DOIS. Na primeira crise, pediu o penico e vazou.

A Petrobras perdeu apenas na sexta-feira de sua deposição R$ 40,5 bilhões em valor de mercado.

Em uma semana, foram R$ 126 bilhões.

Toda carta de demissão é, sobretudo, patética.

A de Parente vem carregada de uma arrogância que lhe dá um caráter especialmente picareta.

Faço um julgamento sereno de meu desempenho, e me sinto autorizado a dizer que o que prometi, foi entregue, graças ao trabalho abnegado de um time de executivos, gerentes e o apoio de uma grande parte da força de trabalho da empresa, sempre, repito, com o decidido apoio de seu Conselho”, diz.

“Sempre procurei demonstrar, em minha trajetória na vida pública que, acima de tudo, meu compromisso é com o bem público. Não tenho qualquer apego a cargos ou posições e não serei um empecilho para que essas alternativas sejam discutidas.”

Ele e Temer não erraram em nada. Então por que está indo embora?

Se o que lhe importa é o “bem público”, por que então abandona o barco justamente nesse momento dramático?

“Permita-me, Sr. Presidente, registrar a minha sugestão de que, para continuar com essa histórica contribuição para a empresa — que foi nesse período gerida sem qualquer interferência política — Vossa Excelência se apoie nas regras corporativas, que tanto foram aperfeiçoadas nesses dois anos”, ufana-se.

Só a megalomania explica alguém se referir ao próprio trabalho como “histórica contribuição”. Platão nunca falou assim de si mesmo. Nem Pelé.

A maneira psicótica como a Globo cobriu a queda de Parente mostra apenas a ilha da fantasia em que vive o grupo, cercada de otários por todos os lados.