A pré-escola Cimdy Baby, localizada na rua Castro, 169, no bairro Água Verde, é acusada de maltratar crianças. Nos últimos dias a pré-escola esteve fechada e a nossa redação não conseguiu contato com a direção da escola.

Segundo informações, mais de cem pais e mães de alunos se reuniram num salão de festas de Curitiba no domingo retrasado para avaliar denúncias de maus-tratos a crianças. No dia seguinte, segunda-feira, a escola recebeu uma enxurrada de casais que exigiam a rescisão imediata do contrato. Na semana seguinte teve manifestação de pais na frente da pré-escola.

O caso está sob investigação mas os vídeos contendo cenas de possíveis maus-tratos a crianças estão circulando nas redes sociais.

A pré-escola, com sede no bairro Água Verde, dirigida por Jussara Pazim, a tia Ju, fechou as portas temporariamente. Além da sede na rua Castro, a pré-escola Cimdy conta com mais duas sedes, uma na Vila Isabel e outra no bairro Água Verde.

Duas professoras teriam denunciado aos pais casos de maus-tratos que segundo elas aconteciam diariamente e que incluíam castigos extensos, agressões físicas e alimentação forçada. Dois vídeos feitos por professoras que comprovariam as agressões estão circulando na internet.

Dezenas de pais fizeram manifestação na frente da pré-escola exigindo justiça. A revolta acontece diante das cenas gravadas, e além disso, trata-se de uma pré-escola particular, com mensalidades caras.
O caso está sendo investigado pelo Nucria, responsável pelo inquérito, e deve ouvir 31 pessoas nos próximos dias. Os advogados dizem que a diretora da escola, principal acusada, se comprometeu a comparecer para depor e nega as acusações de maus-tratos.

Algumas mães disseram que a diretora ligava para os pais dizendo que a criança havia sido agredida por colegas da escola para não levantar suspeitas, ou que a criança teria ficado de castigo, para justificar mudança de humor.

Segundo os áudios divulgados as agressões teriam se estendido a diversos alunos, que apanhavam, chegavam a ficar horas de castigo, sem poder se mexer, e eram obrigados a comer – e se vomitasse apanhava.
Segundo declarações os maus-tratos teriam partido da diretora e que os professores e funcionários defendiam as crianças e eram coagidos a não contar. Até que resolveram filmar e denunciar.

Em redes sociais, outros pais também relataram sobre a reunião de domingo, na qual estavam presentes muitos responsáveis. Nos posts eles confirmam a existência dos vídeos e opinam que, em algum momento da vida escolar, “alguns alunos da escola podem ter sofrido tortura, como asfixia, palmadas na boca, bumbum, beliscões, puxões de cabelo e de orelha, chacoalhões”.

Através de nota, a escola afirma que respeito e confiança sempre pautaram as relações entre a instituição, pais, alunos e ex-alunos durante as mais de duas décadas de atuação. “A denúncia não define a conduta e atuação da escola, a qualidade de seu histórico, nem a credibilidade de toda a equipe de profissionais que nela ou com ela trabalham. Os responsáveis pela escola estão à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e se dedicam para, acima de tudo, preservar os alunos e conceder segurança no relacionamento com os pais e prestadores de serviço envolvidos com a instituição.”
Esses problemas de maus-tratos a crianças – infelizmente – tem sido relatados em outras escolas da capital e no interior do Estado nos últimos meses.