Centenas de policiais civis chegaram em carreata (com viaturas sucateadas e super faturadas) na frente do Palácio Iguaçu hoje a tarde para protestar contra condições de trabalho precárias e contra a defasagem salarial por quatro anos, somando 17,50%.

O governador Ratinho Junior se recusa a atender os manifestantes alegando que o Estado não dispõe de recursos financeiros.

O presidente da Adepol, delegado Daniel Fagundes, disse que a Polícia Civil ainda deve paralisar completamente as atividades no período da manhã de terça-feira (25), em solidariedade aos demais servidores públicos que entrarão em greve. “A partir de amanhã, além de parar por um breve período, a categoria começa a trabalhar 40 horas semanais, sem hora extra. Para se ter ideia, os policiais chegam a fazer 100 horas mensais para cobrir a falta de efetivo. Não é justo que nós tenhamos acúmulo de quatro anos sem reajuste de salário, mantendo um déficit que significa trabalhar 12 meses e receber apenas por 10 meses”, apontou o delegado.

Entidades da Polícia Militar manifestaram apoio à greve dos servidores marcada para amanhã.