Matéria da revista eletrônica Crusoé, assinada pelo jornalista Filipe Coutinho, afirma que Banco JP Morgan no Brasil, teria recebido cerca de R$ 2 bilhões da Petrobrás.
Segundo a revista, os presidentes da Petrobrás (Pedro Parente) e o da JP Morgan no Brasil (José Berenguer) são sócios.
“Um cruzamento de pessoas jurídicas mostra que, na prática, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, é sócio do presidente da JP Morgan no Brasil, José Berenguer”, diz a reportagem.
Ainda de acordo com Crusoé, os R$ 2 bilhões teriam sido um adiantamento de um empréstimo que venceria apenas em 2022.
O presidente da Petrobras já esteve envolvido em outras questões polêmicas. Ao assumir o conselho de administração da BRF, disse não haver “conflito de interesses”.
O nome de Parente, que está à frente da Petrobras desde junho de 2016, foi proposto pelo empresário Abilio Diniz, no comando do colegiado desde 2013, e teve apoio da gestora brasileira Tarpon, e dos fundos de pensão Petros (Petrobras) e Previ (Banco do Brasil).
Pedro Parente também é dono da Prada Ltda., especializada em gestão financeira de famílias milionárias. Sua esposa, que já teve passagem pelo JP Morgan, é sua sócia.
Antes de assumir a presidência da Petrobras, a Prada atendia 20 famílias. Depois de ter sido nomeado presidente da estatal, o número de famílias atendidas pela Prada aumentou consideravelmente. Até mesmo bilionários passaram a requisitar os serviços. Além disso, empresas também entraram na lista de clientes da especializada em gestão financeira.
Em 2001 Parente era ministro de Minas e Energias do governo FHC e um dos principais responsáveis pelo Apagão elétrico enfrentado pelo Brasil.
Ao assumir o comando da Petrobrás em 2016, Parente afirmou que se o governo interferisse na política de preços da empresa ele se demitiria.