Rejeição a Bolsonaro atingiu o nível máximo

Após cinco dias de campanha no rádio e na televisão, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) mantém a liderança da corrida presidencial sem sofrer desgaste em seu nível de apoio, a despeito dos crescentes ataques sofridos e do pouco espaço nos meios tradicionais para apresentar defesa. Por outro lado, o parlamentar viu sua rejeição renovar máxima a um mês do primeiro turno, chegando a 62%.

Cenário COM LULA:

Cenário SEM LULA:

Cenário SEM LULA e indicando Haddad como candidato de Lula:

Migração dos votos de Lula:

Segundo turno
Assim como em pesquisas anteriores, foram testadas sete situações de segundo turno. Desta vez, porém, em função do aumento no número de entrevistas (de 1.000 para 2.000) e a consequente redução da margem de erro (de 3,2 p.p. para 2,2 p.p.), há modificação na interpretação de alguns dos cenários.

Em eventual disputa entre Alckmin e Haddad, o tucano venceria por 38% das intenções de voto contra 25% para o petista, com 38% de brancos, nulos e indecisos. A diferença entre os dois chegou a ser de 16 pontos percentuais a favor do candidato do PSDB em três semanas. Em nenhum momento Haddad esteve à frente.

Em uma simulação de disputa entre Lula e Bolsonaro, o petista aparece à frente, com 44% das intenções de voto contra 35% do deputado, acima do limite máximo de margem de erro de ambos. Brancos, nulos e indecisos somam 21%. Seis semanas atrás, a vantagem numérica de Lula era de 6 pontos, o que configurava empate técnico nas condições da época, quando a margem de erro era de 3,2 p.p. para cada candidato. No início da série histórica, o deputado aparecia 2 pontos à frente, também em situação de empate técnico.

No caso de um enfrentamento entre Alckmin e Bolsonaro, pela primeira vez o tucano aparece numericamente à frente, com placar de 37% a 33%, diferença dentro do limite da soma das margens de erro, o que configura empate técnico. Brancos, nulos e indecisos somam 30%. A diferença entre os candidatos chegou a ser de 7 pontos percentuais a favor do parlamentar na quarta semana de maio. Uma semana atrás, os dois apareciam empatados com 35% das intenções de voto.

Em eventual disputa entre Marina Silva e Bolsonaro, o cenário também é de empate técnico, com a ex-senadora numericamente à frente por 37% a 33%. Brancos, nulos e indecisos somam 30%. O deputado esteve numericamente à frente nos dois primeiros levantamentos da série, realizados na terceira e quarta semanas de maio, quando a diferença chegou a ser de 6 pontos percentuais, também dentro do limite da soma das margens de erro. Os dois estão tecnicamente empatados desde a primeira pesquisa realizada, em maio.

Empate técnico também é observado na simulação de disputa entre Alckmin e Ciro, com o tucano numericamente à frente por 35% a 32%. Brancos, nulos e indecisos agora somam 34%. Na última semana de junho, os dois apareciam com 32% das intenções de voto. Já na primeira semana daquele mês, o pedetista esteve numericamente à frente por diferença de 3 pontos, único momento em que liderou, embora dentro da margem de erro.

Se hoje Bolsonaro e Ciro se enfrentassem no segundo turno, o pedetista venceria com 37% das intenções de voto, contra 31% do parlamentar. Brancos, nulos e indecisos somariam 32%. É a segunda vez na série histórica que Ciro lidera esta simulação. Na semana passada, o pedetista contava com vantagem de apenas 2 pontos percentuais. Nos dois primeiros levantamentos, em abril e maio, o deputado vencia com diferença superior à soma das margens de erro dos candidatos.

A pesquisa também simulou um segundo turno entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. Neste caso, o quadro também é de empate técnico, com o deputado numericamente à frente por placar de 39% a 36%, mesma diferença registrada na semana anterior. O grupo dos “não voto” soma 26%. Em abril, Bolsonaro chegou a contar com gordura de 11 pontos percentuais.

Plantão Brasil