A perícia judicial realizada sobre as contas e relatórios financeiros da construção da Arena do Club Athletico Paranaense – a mais moderna da América Latina – desmonta as campanhas mentirosas e críticas infundadas divulgadas nos últimos anos.

Confira a seguir a carta do presidente do Club Athletico, Mario Celso Petraglia, sobre a perícia realizada:

A fé é a razão da esperança

Na vida, não há nada pior do que lutar contra desconfianças e insinuações. É o que eu tenho feito desde o início da obra da nova Arena. Não foi nada fácil, mas o Athletico, enfim, enterrou para sempre toda e qualquer dúvida sobre a lisura na construção da Arena.

Uma perícia judicial da Fundação Getúlio Vargas deu razão ao Athletico em tudo que era relevante. A FGV foi nomeada pelo Juiz da quarta vara da fazenda de Curitiba, em uma ação judicial que envolve, além do Athletico, a Fomento, o Município e o Estado. É uma prova definitiva.

Não adiantava eu mostrar que a Arena tinha sido o estádio mais barato do Brasil por metro quadrado. Agora a pericial judicial da FGV confirmou, mostrando que o Maracanã, por exemplo, custou três vezes mais por metro quadrado do que a Arena.

Eu insistia que Arena era o único estádio que tinha ficado fora do cartel das empreiteiras da Lava Jato. E por isso não tinha havido sobrepreço, mas muita gente teimava em insinuar. Agora a perícia da FGV afirmou que não encontrou nenhum sobrepreço e que “os valores unitários considerados nos orçamentos se encontram compatíveis com os preços referenciais de mercado”. A perícia judicial calou os maldosos.

Cansei de explicar que a diferença entre a estimativa inicial e o custo final tinha dois motivos claros. Os projetos iniciais não eram realistas e o aumento efetivo do custo seu deu por novas exigências da FIFA. A perícia judicial admitiu que as estimativas iniciais “não eram realistas”. E concluiu: “o aumento dos custos não é atribuível ao Athletico”. Ainda mais: “O principal elemento que ocasionou o aumento do custo efetivo da reforma do Estádio foi a alteração do projeto relativa ao aumento da capacidade de público do estádio”, entre outras novas exigência da FIFA.

Aos que reclamavam do atraso da obra, eu respondia que a culpa estava no atraso da liberação do financiamento. A FGV reconheceu que o fluxo de liberação das parcelas impôs “redução do ritmo das obras” e também provocou aumento de custos.

Fim das desconfianças sobre a nossa competência em construir um estádio em tempo recorde.

Foram dois anos de uma perícia judicial, realizada pela mais séria entidade do país – a Fundação Getúlio Vargas –, analisando dezenas de milhares de documento. Foi o Juiz quem nomeou a FGV. A conclusão da perícia é uma derrota definitiva das desconfianças e insinuações. Fizemos o melhor e o mais barato estádio do Brasil. E sem estádio, não teria Copa em Curitiba e os dois bilhões de investimentos federais para o Paraná.

Agora é a hora de resolver este assunto de uma vez por todas. O Athletico está pronto, como sempre esteve, para pagar a sua parte no acordo com Estado e Município. E virar a página.

Nunca perdi a fé que tudo seria esclarecido. Era o que movia minha esperança.

Valeu a luta.

Mario Celso Petraglia
Club Athletico Paranaense