Hayle Gadelha, o autor,  é jornalista, publicitário, poeta, escritor e editor do blog Daqui e Dali.

O governo Bolsonaro candidata-se a ser um dos mais curtos de nossa história. Rodrigues Alves e Tancredo não valem, porque morreram antes da posse. A Junta Provisória de 1930, que ficou 10 dias, também não vale, porque era naturalmente provisória. Carlos Luz, ficou 3 dias. Ranieri Mazzilli, em duas vezes, 13 dias. Bolsonaro corre o risco de perder a faixa antes de completar um mês. Diz Luís Nassif, do GGN: “se valer um palpite, acho que haverá um desfecho relativamente rápido dessa crise”.

Isso não seria surpreendente, avaliando o que foram esses 23 dias e, principalmente, se avaliarmos o que foram todos esses anos sob o comando de milicianos. É um dos maiores escândalos de nossa história, talvez o maior.

Pense bem. O grupo conhecido como Escritório do Crime, acusado de matar a vereadora Marielle, comandava os milicianos que dominam a comunidade de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio, operando dentro do “escritório” na ALERJ (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) do vereador (e senador eleito) Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito!!!!! Faltam exclamações para demonstrar o quanto isso é surreal. O povo brasileiro não pode se acomodar diante disso. O Congresso tem que mobilizar imediatamente. É renúncia ou impeachment, não há o que discutir.

NOTA: O fiasco de Davos também merece renúncia…