O Chefe da Casa Civil Valdir Rossoni comentou neste domingo, durante transmissão ao vivo pela Internet, os atrasos nos repasses do governo federal para o Paraná. Segundo ele, só do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o Estado tem a receber aproximadamente R$ 100 milhões.

“E o mesmo problema ocorre em outras áreas da administração. Se houvesse o pagamento do FNDE, por exemplo, poderíamos construir ou reformar escolas e melhorar ainda mais a nossa educação. Mas o governo federal não está cumprindo sua parte”, explicou.

O secretário lembrou que o Governo do Paraná está fazendo investimentos em praticamente todos os municípios e destacou a liberação de recursos para duplicações e melhorias no acesso a Colombo, Almirante Tamandaré e São José dos Pinhais, ambos na Região Metropolitana.

Rossoni também adiantou que o Estado fará um programa de mutirão em parceria com a prefeitura de Curitiba para levar todos os serviços disponíveis no Executivo – como confecção de documentos, programas de saúde, revitalização de escolas, entre outros serviços e atividades socioeducativas –  aos moradores dos bairros da capital. A iniciativa deve começar pelo Bairro Novo, região Sul. A data será confirmada em breve.

“O Paraná é um estado forte e hoje está andando com as próprias pernas, quase sem ajuda do governo federal. E é preciso reconhecer que nossa boa condição financeira é graças ao plano de ajuste feito no ano passado pelo governador Beto Richa”, afirmou.

Reajuste –  Rossoni também reafirmou que, por causa da queda de arrecadação, o governo não poderá conceder aumentos salariais através da data base do funcionalismo público. Mas confirmou que o executivo vai pagar as progressões de professores e outras categorias, o que vai custar aproximadamente de R$ 1 bilhão.

O secretário também destacou que o Paraná é um dos únicos estados do país com os salários, 13º e outros direitos do funcionalismo em dia. “Só podemos dar reajustes quando a economia do país melhorar. Hoje estamos no limite do gasto com pessoal, que é de 49% da receita. E não vamos ultrapassá-lo porque isso traria enormes prejuízos ao Estado, como o fim dos financiamentos internacionais para melhoria de estradas que devem ser assinados em breve pelo governador nos Estados Unidos”, explicou.