Os desvios teriam ocorrido no gabinete da deputada bolsonarista Aline Sleutjes, do PSL do Paraná

Por Guilherme Amado, no Metrópoles – O empresário Marcelo Collere, organizador da próxima motociata de Jair Bolsonaro, é suspeito de atuar em uma suposta prática de rachadinha no gabinete da deputada bolsonarista Aline Sleutjes, do PSL do Paraná. A deputada é investigada pelo STF por esse caso.

Collere é o criador do site oficial da motociata que Bolsonaro fará no Paraná na próxima semana: Motociata PR. Com apoio de 40 motoclubes da região, o portal coordena uma lista de e-mails, três redes sociais e grupos de mensagens no Telegram e WhatsApp, onde o funcionário da deputada administra os chats. O site faz o credenciamento de participantes no evento bolsonarista.

Como a coluna mostrou em maio, Collere é chefe de gabinete da deputada bolsonarista e repassou R$ 68 mil à deputada. O salário do funcionário na Câmara é de R$ 15,7 mil. Aline Sleutjes recebeu ainda cerca de R$ 82 mil de Andressa Collere, irmã de Marcelo, outro assessor e um ex-funcionário. Essas informações, reunidas pela PF, constavam do inquérito dos atos antidemocráticos e basearam a abertura de um inquérito contra Sleutjes no Supremo.