O Porto de Paranaguá comemora nesta sexta-feira, 17 de março, 82 anos de existência. Um dos maiores e mais importantes portos brasileiros, Paranaguá é o primeiro em exportação de farelo de soja, frango congelado e óleo vegetal; segundo em exportação de soja, açúcar, milho, algodão, papel (bobina), álcool, veículos; terceiro em congelados e madeira. Já em importação, Paranaguá é o principal em fertilizantes, segundo maior em pasta e outros produtos químicos e terceiro em granéis sólidos, máquinas, peças e equipamentos.

Desde a sua inauguração, em 1935, o porto aumentou em quase 500 vezes o volume de cargas movimentadas ano a ano. No ano de sua criação movimentava 91.598 toneladas de carga. Em 2016, a movimentação foi de 45,1 milhões de toneladas.

Atualmente, o Porto de Paranaguá possui uma área total de 2,3 milhões de metros quadrados e 4,2 mil metros de extensão de cais e píeres. São 20 berços de atracação, um dolphing (estrutura fora do cais para amarração de navios) e dez shiploaders. O complexo para granéis possui capacidade estática de 1,55 milhão de toneladas ou capacidade de armazenamento de 27 mil caminhões.

INVESTIMENTO HISTÓRICO – O secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, ressalta que os portos paranaenses receberam, nos últimos seis anos, o maior pacote de investimentos já realizado na história. “São R$ 923 milhões em investimentos públicos do Governo do Paraná”, lembra o secretário. Os investimentos são feitos por meio da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).

Foto: APPA

Entre as melhorias estão a troca dos shiploaders (carregadores de navios), novas balanças, portarias, acesso ao Pátio de Triagem e reforma do cais e berços de atracação, que dão mais agilidade à movimentação de mercadorias. Também foram realizadas campanhas de dragagem que garantem mais segurança à operação e aumentam a capacidade de movimentação do porto.

“Realizamos o maior pacote de investimentos públicos do Porto de Paranaguá e eles nos capacitaram para elevar o patamar de movimentação de cargas. Estamos batendo uma série de recordes que comprovam isso”, declara o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino. “Estas melhorias também permitem atender ainda mais usuários da produção agrícola e industrial brasileira”, diz ele.

GUINDASTES E BALANÇAS – Nesta gestão também foram adquiridos dez novos guindastes, novas balanças para pesagem dos caminhões, novos tombadores e demais componentes para descarregar cargas, foram adquiridos scanners para inspeção de cargas, novas guaritas informatizadas e novo acesso ao Pátio de Triagem de Caminhões foram instalados. A implantação do Appa Web (Porto Sem Papel), a nova iluminação (em LED) da avenida portuária, trouxeram maior agilidade e segurança para operações noturnas.

Foi concluído o Centro de Proteção Ambiental das Baias de Paranaguá e Antonina (CPA) – primeira base do Brasil, localizada em porto público, que integra o atendimento à fauna petrolizada com o atendimento a emergências ambientais envolvendo derramamentos químicos e de óleo.

MODERNIZAÇÃO – Somando-se às melhorias realizadas, já foram licitados R$183 milhões para modernização dos berços 201 e 202 e ampliação em 100 metros do cais do berço 201 – sentido Oeste. Os projetos dos novos píeres já estão prontos. Outro avanço é no planejamento. O Governo do Paraná concluiu o Plano de Desenvolvimento do zoneamento portuário (PDZPO), que permitirá o arrendamento de novas áreas.

GERAÇÃO DE EMPREGOS – Além de recordes de movimentação e cargas, a atividade portuária também contribui muito para a economia da cidade de Paranaguá. O porto gera 44.257 mil empregos diretos. A atividade portuária é também a maior fonte pagadora de Paranaguá, já que dos cerca de 1,6 bilhão injetados na economia da cidade em salários todos os anos, 1/4 é proveniente dos empregos ligados diretamente ao porto. A média salarial destes trabalhadores também é 23% superior à remuneração média dos demais trabalhadores de Paranaguá.

Dentre as empresas instaladas em Paranaguá, mais de 14% estão ligadas ao serviço portuário. A atividade portuária emprega um em cada cinco dos trabalhadores da cidade, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.

 

Agência Estadual de Notícias