O deputado Celso Pansera (PMDB), integrante – junto com Carlos Marun – da tropa de choque de Eduardo Cunha (PMDB) na Câmara dos Deputados, anunciou que vai trocar o PMDB pelo PT. “Quero ir para um campo ideológico no qual eu tenha identidade. Tem um programa que eu concordo”, disse Pansera. Antes de cair, Dilma tentou, sem sucesso, se aproximar de Cunha levando Pansera para seu ministério. O peemedebista carioca ocupou o cargo de Ministro da Ciência e Tecnologia de Dilma.

No cargo, Pansera aderiu ao governismo e passou a defender a desastrosa política econômica de Dilma/Levy. “O governo tinha ainda dois anos e meio para reorganizar a economia quando houve o impeachment. A realidade econômica do país naquele momento era reflexo de uma crise mundial”, explicou o deputado, ao falar da recessão que se iniciou em 2014. Pansera caiu junto com Dilma. Em outubro, Pansera votou a favor de que Temer fosse investigado na Lava Jato pelo Supremo Tribunal Federal e, por isso, perdeu os direitos partidários no MDB por 60 dias.

Pansera era um entusiasta da política de Joaquim Levy. “Já temos maioria para aprovar a proposta do ministro Joaquim Levy de criar a CPMF”, garantiu o então Ministro da Ciência e Tecnologia de Dilma.  Pansera foi alvo de uma busca e apreensão da Polícia Federal na sua casa, como aconteceu com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ministro, também do PMDB, Henrique Eduardo Alves, do Turismo, que deixou o cargo quando o PMDB rompeu com a presidente Dilma.

HP