Os Estados Unidos assassinaram mais de 20 milhões de pessoas em 70 anos e se tornaram o maior violador de direitos humanos, segundo um estudo apresentado na revista AttacktheSystem. “Perdemos o compromisso de longo prazo com os direitos humanos”, disse Keith Preston, o analista político americano através de uma entrevista com a agência de notícias iraniana Press TV publicada na quinta-feira, citando o presidente deste país Jimmy Carter. Preston também é editor-chefe da revista AttacktheSystem digitais. Referindo-se a um estudo realizado há vários anos pelo historiador americano James Lucas, ele revela que as forças militares deste país foram diretamente responsáveis ​​pela morte de entre 20 e 30 milhões de pessoas em guerras e conflitos em 37 nações desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) até os dias de hoje.

Para sair da Grande Depressão econômica que arrasou a economia norte-americana nos anos de 1929 e 1930 o país se transformou em grande fabricante e exportador de armas – e de guerras. A economia dos EUA foi salva pela Segunda Guerra Mundial, período em que o país se recuperou da crise econômica vendendo armas para dezenas de países e “gastando seu arsenal” na Alemanha, Itália e Japão.

Dados estatísticos que a história oficial da Segunda Guerra escondem, revelam que morreram mais soldados alemães em campos de prisioneiros que na própria guerra. A maioria dos soldados alemães que se renderam foram fuzilados ou morreram de fome e sede, em um genocídio planejado e executado pelo governo dos EUA para dominar e lucrar com  a venda de armas na Europa.

Ao destacar os problemas dos EUA com a pobreza (quase 50% da população norte-americana vive na pobreza), o crime, o racismo e a violência armada em seu próprio país, o analista americano explicou que o governo de Washington por muitos anos promoveu abusos generalizados contra os direitos humanos. Criticando a postura política do país norte-americano, Preston fez alusão às palavras do ex-presidente, que disse: “Devemos ser os defensores dos direitos humanos. Somos uma superpotência, não baseada unicamente no poder militar, parte dessa definição deve ser um compromisso com os direitos humanos”. Estes comentários vêm em um momento em que a administração do país, presidido por Donald Trump, está recebendo duras críticas sobre a violação dos direitos humanos, por suas medidas controversas de separar as crianças migrantes de suas famílias e promover o terrorismo no Oriente Médio em todos em países como no Iraque e na Síria. Recentemente Trump ameaçou deflagrar guerra ao Irã e Venezuela, unicamente com interesses econômicos, buscando dominar a produção de petróleo de ambos os países.

O governo dos EUA tem sido alvo de acusações, e anunciou em 19 de junho que pretende sair do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (UNHRC), uma decisão que foi rejeitada por vários países e organizações em todo o mundo.

 

Hispantv com redação