Mais uma vez o governo da Turquia procura obter ganhos econômicos com as consequencias nefastas da guerra de ocupação da Líbia em 2011 por EUA/Otan. Desta vez o Parlamento turco aprovou projeto que permite a invasão da Líbia para impedir a vitória anuncia do Exército Nacional da Líbia.

Todas as crises que ocorrem no Mediterrâneo são para controlar as empresas européias e ocidentais de exploração e extração de gás do Mediterrâneo. Este projeto imperialista está trabalhando para empresas ocidentais contra a Rússia. A Turquia é uma dessas ferramentas que o Ocidente usa para abrir um caminho e criar divergências no Mediterrâneo.

Os Estados Unidos querem que a União Européia não consuma o gás da Rússia, para prejudicar a economia russa, e busca encontrar uma alternativa no continente europeu meridional, uma área da bacia do Mediterrâneo em que existem grandes quantidades de poços de gás. Este é o verdadeiro motivo dos conflitos que ocorrem na Líbia e na Síria. É a falta de acesso a essas riquezas naturais, uma oportunidade para extrair esse gás em benefício das empresas ocidentais. As empresas norte-americanas usam o poder militar para tentar vender gás para a Europa e utiliza a Turquia como um soldado que trabalha com o imperialismo. As guerras na Síria e Iraque visam pavimentar uma nova rota de mercado para alijar a Rússia do mercado europeu.

O Parlamento turco aprovou projeto de lei que permite a invasão e ocupação militar da Líbia, justamente no momento em que o Exército Nacional da Líbia, sob o comando do marechal Khalifa Haftar, prepara a ocupação de Trípoli, última resistência ao governo líbio, com um governo fantoche apoiado pela União Europeia.

O governo de Erdogan tenta impedir a vitória do Exército Nacional da Líbia para favorecer empresas norte-americanas e os interesses criminosos dos governos dos EUA e Europa na região. Além disso, os terroristas do Estado Islâmico (Isis, Daesh) tem na Turquia diversas bases, e contam com a proteção do governo turco.

 

Marechal Khalifa Haftar

Marechal Haftar declara ‘jihad e mobilização geral’ contra operação militar turca na Líbia

O comandante do Exército Nacional da Líbia, marechal Khalifa Haftar, declarou uma “jihad e mobilização geral” para resistir contra tropas estrangeiras, no momento em que a Turquia planeja operação no país. 

Na quinta-feira (2), o parlamento turco aprovou o envio de tropas para ajudar o Governo de Acordo Nacional (GNA), sediado em Tripoli e reconhecido pela ONU.

O GNA está sobre cerco das forças leais a Haftar, baseadas no leste da Líbia, desde abril do ano passado.

“Hoje, estamos declarando a jihad e a mobilização geral. Homens e mulheres, oficiais e civis vão receber armas”, disse o marechal em um discurso transmitido pela televisão.

A Líbia está dividida entre dois governos rivais desde 2011, quando o líder Muammar Kadhafi foi deposto e assassinado. Após sua queda, o país passou a ser controlado, ao leste, por Haftar, apoiado por rivais regionais da Turquia – Arábia Saudita, Egito e Emirados Árabes Unidos, e ao oeste, pelo GNA.

A decisão turca de enviar um destacamento militar para a Líbia foi criticada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, como uma “interferência estrangeira”, e também pela Liga Árabe.

O Governo de Acordo Nacional é uma criação de alguns países europeus sem nenhum apoio interno, a não ser de grupos terroristas vindos da Síria e Turquia e de narcotraficantes.

O Exército Nacional da Líbia, comandado pelo marechal Khalifa Haftar, é a única força capaz de unificar o país e trazer de volta a paz e a prosperidade para o povo árabe líbio, covardemente atacado na guerra de 2011.

Sputnik Brasil com redação