Fernando Brito -Tijolaço

O Brasil virou piada. Piada trágica.

Todo dia tem uma idiotice e, pior, daquelas idiotice braba, que põe em risco a saúde da população.

Agora é o prefeito (e médico homeopata) Volnei Morastoni (MDB) quem, depois de passar pela cloroquina de Jair Bolsonaro e pela Ivermectina do ministro Marcos Pontes passou a distribuir cânfora em massa aos habitantes de Itajaí, Santa Catarina, e a sugerir a insuflação retal de ozônio como terapias contra o novo coronavírus.

Nem é preciso dizer que de nada disso há qualquer evidência científica. exceto a de que o Brasil está contaminado largamente com o vírus da estupidez e da irresponsabilidade, graças a um presidente irresponsável e charlatão, que despertou um séquito de zumbis sem-noção, que exploram o medo da população e torram o dinheiro público nestas porcarias.

Mas aí você pergunta: onde está o Conselho Federal de Medicina? Não sabia? Está urrando contra os médicos cubanos, porque eles não têm a prática do colega de Itajaí, que quer insuflar nas pessoas um gás que, manuseado, pode ser tóxico e que, de quebra, mesmo em uso “homeopático” é contraindicado à gestação; hipertireoidismo, trombocitopenia, transtornos da coagulação, instabilidade cardiovascular e outras características do paciente.

Os nossos “medalhões” da medicina, que estavam brigando com os enfermeiros, para que estes não pudessem ferir sua reserva de mercado em atos simples e correndo para legitimar a cloroquina presidencial.

E o governo? Ah, o governo está ocupado vetando a mísera indenização pela R$ 50 mil aos profissionais da saúde que tenha sido incapacitados permanentemente para o trabalho ou mortos pela Covid-19.

Quem mandou não tomarem uma insuflação retal de ozônio?