A visita de Michel Temer à Rússia, que começa nesta segunda, será esvaziada diplomática e economicamente. Por lá, entre autoridades e empresários, ninguém quer saber do peemedebista.

A brevidade com a qual a visita foi confirmada (menos de uma semana antes da chegada de Temer ao país) e as indefinições que cercam o futuro do peemedebista impedirão que a visita venha a ter acordos relevantes ou resulte em investimentos de peso, como inicialmente anunciado pelo governo brasileiro.

Na lista dos 180 participantes do fórum empresarial a ser encerrado por Temer, há um único CEO, ainda assim da unidade russa da empresa brasileira de equipamentos elétricos WEG.

Entre os maiores investidores russos, segundo relatório preparado pela embaixada brasileira em Moscou, a estatal Rosneft, que detém blocos de exploração e petróleo na Bacia do Solimões, a Uralkali, que tem participação no terminal portuário de Antonina (PR), e a Sodrugestvo, que é a maior processadora de soja de São Paulo, não haviam confirmado a presença de representantes no evento até a noite de ontem.

Ironicamente, Temer tem como um dos pontos principais da visita a defesa da carne brasileira, principal produto de exportação do Brasil para a Rússia. Ou seja: isso implica fazer uma defesa de Joesley Batista.  A JBS, é a segunda maior empresa em volume de investimentos na Rússia, (U$ 137 milhões).

As informações são de reportagem do Valor.  Brasil 247

Temer chega à Rússia, vê que não é recebido por Putin e fica surpreso

Ao chegar ao país europeu, Temer foi recebido no aeroporto da região metropolitana de Moscou pelo vice-ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, e pelo embaixador do Brasil na Rússia, Antonio Salgado.

Para um VICE-presidente golpista, nada melhor que ser recebido pelo VICE-ministro.

Putin não enviou nem o ministro oficial.

Assista:

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