O presidente Jair Bolsonaro decidiu manter o filho e vereador carioca Carlos Bolsonaro (PSL) afastado das decisões do governo, ao mesmo tempo em que fez chegar ao ministro Gustavo Bebianno a informação de que ele permanecerá na Secretaria-Geral da Presidência. 

Segundo a jornalista Tania Monteiro, do Estado de S. Paulo, o acertado entre Bolsonaro e ministro e assessores mais próximos é que Carlos ficará fora de ações do Executivo e evitará mensagens nas redes sociais com ataques e críticas a integrantes da equipe do presidente.

No entanto, ninguém no governo acredita que Carlos se concentrará, daqui para frente, no seu trabalho na Câmara de Vereadores do Rio. “Carlos, observou esse interlocutor, é o filho mais próximo de Bolsonaro e, na campanha, comandou com êxito as redes sociais do pai. Ele continua tendo ’olheiros’ dentro do Planalto. Um deles é o primo Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, que, embora não tenha cargo formal na Presidência, circula com um crachá de acesso ao terceiro e quarto andar do palácio, áreas restritas, sem qualquer impedimento”, diz a reportagem.

O distanciamento do filho apelidado de ’pitbull’ acontece após pressão dos militares a Bolsonaro. Nesta quinta-feira, o vice, general Hamilton Mourão, concedeu uma entrevista à Reuters afirmando que o presidente deveria dar uma “ordem unida” nos filhos, numa espécie de recado.

Depois da espécie de ’tratado de paz’ com os militares, que dependia do afastamento do filho, Carlos Bolsonaro reassumiu o mandato de vereador no Rio de Janeiro e prestou uma homenagem a Mourão: assinou um pedido para que o vice-presidente seja agraciado com a Medalha Pedro Ernesto.

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