O deputado bolsonarista é acusado de captação e gasto ilícito de recursos durante a campanha; Ministério Público Eleitoral pede ainda a impugnação de todos os deputados eleitos pela coligação do PSL, partido de Bolsonaro, no estado do Paraná

O Ministério Público Eleitoral do Paraná (MPE-PR) pediu nesta segunda-feira (7) a cassação do diploma do deputado estadual eleito Fernando Francischini (PSL), que foi o parlamentar mais votado da história do estado.

Na representação, protocolada pela procuradora-regional eleitoral Eloisa Helena Machado, o MP alega que o deputado bolsonarista realizou captação e gasto ilícito de recursos durante a campanha. O pedido tem como base o julgamento das contas de campanha feita pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que constatou  “graves irregularidades, indicando gastos não quitados”, como a promoção de um lauto jantar no restaurante Irmãos Madalosso, no valor de valor de R$ 74.290,00.

Francischini ainda não se pronunciou sobre a representação.

Impugnação

Além da representação contra Francischini, o MPE apresentou ações pedindo a impugnação de todos os deputados – estaduais e federais – eleitos por coligações do PSL, partido do presidente de Jair Bolsonaro e Francischini, no estado. A alegação é que as coligações teriam lançado candidaturas fantasmas em violação aos 30% de percentual mínimo de vagas para o sexo feminino, previsto na Lei 9.504/97.

As ações de impugnação atingem ainda candidaturas do PRTB, PRP, Podemos, Partido Verde e PT.

Revista Forum