O Ministério Público da Confederação Suíça informou ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, uma suposta relação de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, apontado como operador de propinas do PSDB e preso preventivamente na terça-feira (19) durante a 60ª fase da “Operação Lava-Jato” de Curitiba, com a facção criminosa que controla presídios em São Paulo, o Primeiro Comando da Capital (PCC), informa o jornal Valor Econômico.

“Paulo Vieira de Souza teria pedido a modificação do registo do cadastro e teria designado pessoas em seu redor, nomeadamente a filha Tatiana Arana de Souza Cremonini e o seu pessoal doméstico como podendo beneficiar do programa de compensação/indenização relativo à expropriação, ao qual não teriam tido direito. A investigação teria começado por motivo das declarações de uma antiga empregada da DERSA, Mercia Ferreira Gomes. Verifica-se igualmente que Paulo Vieira de Souza teria pago comissões ocultas a pessoas vinculadas com uma organização chamada Primeiro Comando da Capital.”

No comunicado, o Ministério Público da Suíça também faz menção ao suposto esquema de pagamentos de propinas pela empreiteira Camargo Corrêa, que teria ocorrido entre 2007 e 2009, período em que Vieira de Souza estava na Desenvolvimento Rodoviário S.A (Dersa), empresa de logística e infraestrutura controlada pelo governo de São Paulo.

“Paulo Vieira de Souza seria, além disso, suspeito, no âmbito da investigação levada pelas autoridades brasileiras sob o nome ’Operação Castelo de Areia’, de ter recebido subornos provenientes da sociedade Camargo Corrêa, de 2007 a 2009, relacionados com o projeto Rodoanel. Segundo as primeiras análises das relações bancárias mencionadas, foram registradas numerosas entradas de fundos entre 2007 e 2009, ou seja, no momento dos fatos anteriormente mencionados”, observa a comunicação feita ao DRCI.

 

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