Sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos já ceifaram mais de 40.000 vidas de venezuelanos, entre 2017 e 2018, afirmam pesquisadores

Mas o Centro para a Pesquisa Econômica e Política (CEPR), criado em 1999 pelos economistas Dean Baker e Mark Weisbrot, em cujo conselho estão Robert Solow e Joseph Stiglitz, economistas laureados com o Prêmio Nobel, assegura que, nessa história, o papel dos EUA é o de bandido. As sanções econômicas impostas à Venezuela pelos Estados Unidos já custaram mais de 40.000 vidas, desde agosto de 2017.

Portanto, diferentemente do que diz a imprensa fanatizada pelos Estados Unidos, é o imperialismo americano que está matando o povo venezuelano. Os Estados Unidos querem punir o governo de Maduro, mas para isso estão impondo a punição coletiva da população civil. E isso é ilegal à luz das convenções internacionais de Genebra e Haia, das quais os EUA são signatários.

Essa agressão tem de parar!

Aqui, o texto, de Mark Weisbrot e Jeffrey Sachs :

Sanções Econômicas como Punição Coletiva: O Caso da Venezuela

Este documento analisa alguns dos impactos mais importantes das sanções econômicas impostas à Venezuela pelo governo dos Estados Unidos desde agosto de 2017. Ele conclui que a maior parte do impacto dessas sanções não recaiu sobre o governo, mas sim sobre a população civil.

As sanções reduziram a ingestão calórica das pessoas, aumentaram as doenças e a mortalidade (tanto para adultos quanto para crianças) e deslocaram milhões de venezuelanos, que fugiram do país como resultado do agravamento da depressão econômica e da hiperinflação. As sanções exacerbaram a crise econômica na Venezuela e tornaram quase impossível estabilizar a economia, contribuindo ainda mais para as mortes adicionais. Todos esses impactos prejudicaram desproporcionalmente os venezuelanos mais pobres e vulneráveis.

Ainda mais severas e destrutivas do que as amplas sanções econômicas de agosto de 2017 foram as sanções impostas por ordem executiva em 28 de janeiro de 2019 e pelas subseqüentes ordens executivas neste ano, e o reconhecimento de um governo paralelo, que como mostrado abaixo, criou um novo conjunto de sanções financeiras e comerciais que são ainda mais restritivas do que as próprias ordens executivas.

Concluímos que as sanções infligiram, e infligem cada vez mais, danos muito sérios à vida e à saúde humanas, incluindo uma estimativa de mais de 40.000 mortes entre 2017 e 2018; e que essas sanções se encaixariam na definição de punição coletiva da população civil, conforme descrito nas convenções internacionais de Genebra e Haia, das quais os EUA são signatários. Elas também são ilegais sob as leis e tratados internacionais assinados pelos EUA, e parecem violar a legislação dos EUA.

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Sanções dos EUA impedem a Venezuela de comprar vacinas

João M.Aristides Duarte

O ex- embaixador americano na Venezuela, William Brownfield, declarou: “A nossa melhor resolução é precipitar o colapso do governo, mesmo que isso implique meses e anos de sofrimento para os venezuelanos”.

E, depois, isto, de que Mr. Payaso nunca fala:

Outubro de 2017: A Venezuela compra vacinas e medicamentos à Organização Pan-Americana de Saúde, uma filial da Organização Mundial de Saúde, e, portanto, sob a égide da ONU. Em virtude da extraterritorialidade das leis norte-americanas, o banco suíço UBS rejeitará o pagamento, provocando um atraso de quatro meses na entrega das vacinas, desorganizando amplamente o sistema público de vacinação gratuito do Ministério da Saúde venezuelano.

Novembro 2017: A Venezuela compra medicamentos anti-malária (primaquina e cloriquina) ao laboratório colombiano BSN Medical. O governo da Colômbia impede a entrega dos medicamentos, sem nenhuma justificação.

Novembro de 2017: Os grupos farmacêuticos transnacionais Baxter, Abbott e Pfizer recusam emitir certificados de exportação com destino à Venezuela, tornando impossível a compra de medicamentos produzidos por estas empresas, nomeadamente de natureza oncológica.