“Graduação em saúde não pode ser feita na modalidade de educação à distância. O cuidado com a saúde exige uma experiência prática de todo profissional formado na área”, disse nesta quinta-feira, 6, o ex-secretário estadual de Saúde, Michele Caputo, candidato a deputado estadual pelo PSDB.
A opinião de Michele Caputo é a mesma do Conselho Federal de Enfermagem, Conselho Nacional de Saúde e do Fórum dos Conselhos Federais da Área de Saúde que já se manifestaram fortemente contrários a educação à distância. “As profissões na área de saúde têm como essencial o treinamento prático para substanciar a formação dos profissionais que cuidam das pessoas. Isto está indissociável na formação de qualquer profissional na área”, disse o candidato, número 45000 na urna eletrônica.
“Educação à distância é uma alternativa moderna para o aprendizado mas não significa que seja adequada para a formação em saúde”, afirmou Ivone Martini, coordenara do Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde. Ivone Martini argumenta que hoje, os cursos trabalham com formação de competências e de habilidades e que “educação à distância é enviar material de estudo ou link” para o aluno. Ivone enfatizou: “não sei como alguém pode formar uma pessoa para a saúde a distância”.
Para a representante do Conselho Federal de Enfermagem, Dorisdaia Carvalho, “a presença é o coração dos cursos de saúde” e, por esta razão, eles devem ter um tratamento diferenciado para garantir qualidade no atendimento à população. Por essa razão, o conselho tem se manifestado contra à educação a distância nos cursos da saúde.