Todas as quartas-feiras integrantes do Coletivo Verdade, Justiça e Cidadania se manifestam na frente da sede do Ministério Público Federal, na avenida Marechal Deodoro, 933, cobrando Justiça para o ex-presidente Lula, atualmente preso na sede da Polícia Federal em Curitiba.

Um dos integrantes do movimento, o professor universitário Marcelo Goncalves Marcelino, falou à nossa reportagem. Ele é professor de economia, matemática e sociologia, pesquisador do NEP – Núcleo de Estudos Paranaenses da Sociologia Política da UFPR, e também coordena o Grupo de Estudos de Economia Política do NESEF – Núcleo de Estudos da Educação Filosófica da Universidade Federal do Paraná. É economista, matemático e sociólogo com especialização em Sociologia Política, mestrado e doutorado em Sociologia pela UFPR.

“Essas manifestações acontecem há mais de 8 semanas, e são abertas ao público em geral. É uma resposta à Operação Lava Jato que completa 5 anos de arroubos e desvios múltiplos de conduta, e contribuiu muito para o golpe no Brasil a partir do segundo mandato da presidenta Dilma.

Condenações e prisões ilegais e inconstitucionais, com a anuência do STF, permitiram que a maior fraude eleitoral se consumasse: a de não permitir a candidatura de Lula a Presidência da República, permitindo que Jair Bolsonaro vencesse as eleições com manipulações junto às mídias sociais, e um atentado à sua vida suspeito de não ser verídico.

As revelações do jornal The Intercept e demais mídias convencionais e alternativas deixaram claro que a Operação Lava Jato e a Justiça Federal, sob a batuta do ex-juiz Sérgio Moro, forjaram provas e atuaram em conjunto para incriminar e condenar o ex-presidente Lula e demais contrapontos políticos.

Um grupo de pessoas de várias agremiações políticas e movimentos sociais se engajaram para denunciar a Operação Lava Jato e grande parte do MPF em Curitiba, com intuito de dialogar e mobilizar a população na direção de conscientizar e agir politicamente contra essas práticas inconstitucionais e golpistas”.

Na quarta-feira passada os manifestantes seguiram até o edifício de residência do procurador Deltan Dallagnol e manifestaram repúdio à atuação da Operação Lava Jato. Os manifestantes apoiadores da liberdade de Lula deram um boa noite especial a Deltan Dallagnol ao som do trompete de Fabiano Leitão, diretamente da portaria do edifício onde o procurador mora.

Os moradores do prédio saíram todos nas janelas para ouvir dos manifestantes a frase “boa noite, promotor bandido”.

As manifestações continuarão na frente do MPF, todas as quartas-feiras.