MANIFESTANTES INVADEM A EMBAIXADA NORTE-AMERICANA NO IRAQUE (FOTO: AHMAD AL-RUBAYE / AFP)

Donald Trump acusou o país de ‘orquestrar’ a invasão, que ocorreu após um ataque norte-americano contra grupos paramilitares iraquianos

Carta Capital –  Manifestantes iraquianos invadiram as instalações da embaixada de Washington em Bagdá nesta terça-feira 31, após um bombardeio dos Estados Unidos contra um grupo pró-iraniano que matou cerca de 25 combatentes iraquianos.

Os atentados, que Washington ordenou em retaliação pela morte de um empreiteiro americano em um ataque com foguete contra uma base no Iraque, alimentaram o sentimento antiamericano no país. O ataque com foguetes não foi reivindicado, mas os Estados Unidos culparam o Hezbollah.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Irã de “orquestrar” o ataque à embaixada de Washington em Bagdá por milhares de manifestantes pró-iranianos e pediu ao país que use suas forças para proteger as instalações diplomáticas de seu país.

“O Irã matou um empreiteiro americano, ferindo muitos. Nós respondemos fortemente, e sempre iremos. Agora, o Irã está orquestrando um ataque contra a embaixada dos EUA no Iraque. Eles serão totalmente responsabilizados”, escreveu Trump no Twitter.

Os manifestantes estavam vestidos com o uniforme de combatentes das Forças de Mobilização Popular, uma coalizão de paramilitares dominados por grupos xiitas pró-iranianos, pertencentes às brigadas do Hezbollah.

Algumas mulheres com bandeiras iraquianas e forças de mobilização popular também participaram do protesto, que exibiam faixas com os dizeres “O Parlamento deve expulsar as tropas dos EUA, se não, as expulsaremos” ou “Fechem a embaixada dos EUA em Bagdá”. Também gritavam slogans como “Os Estados Unidos são o grande Satanás”.

As forças de segurança lançaram gás lacrimogêneo para dispersar a multidão, que conseguiu chegar ao primeiro recinto do complexo de alta segurança, ignorando as chamadas por megafone para que se afastassem da embaixada.