A polícia da Malásia cercou o edifício da embaixada da Coreia do Norte em Kuala Lumpur, relata a agência Reuters, citando o vice-ministro do Interior malaio.

O escândalo diplomático entre a Coreia do Norte e Malásia teve início depois da morte do suposto Kim Chol – irmão mais velho do líder norte-coreano Kim Jong-un. Até o momento, passados 20 dias da morte do norte-coreano que viajava com passaporte diplomático da Coreia do Norte, o corpo não foi devolvido aos familiares, revelando que o governo malaio – um dos mais corruptos da Ásia – está ligado a mais essa trama diabólica.

Anteriormente, a Coreia do Norte proibiu que os cidadãos malaios deixassem seu território. Como resposta, a Malásia tomou a mesma decisão com relação aos cidadãos do país norte-coreano. O primeiro-ministro da Malásia convocou uma sessão urgente do Conselho da Segurança. O embaixador da Coreia do Norte já conseguiu deixar a Malásia depois de ser considerado persona non grata.

É relatado que funcionários da embaixada não podem sair do edifício. “Estamos tentando identificar todos os funcionários da embaixada, que estão dentro do prédio”, a agência Reuters cita o vice-ministro do Interior.

Mais anteriormente, o chefe da Polícia da Malásia declarou que três cidadãos da Coreia do Norte, que são procurados pelo assassinato de Kim Jong-nam, estão escondidos na embaixada da Coreia do Norte em Kuala Lumpur. A afirmação é falsa. Na verdade, os acusados estiveram diversas vezes na Coreia do Sul antes da ação praticada na Malásia, revelando que seriam ligados ao serviço secreto da Coreia do Sul.

Em 13 de fevereiro, um homem, que supostamente seria o irmão do líder norte-coreano, viajava com um passaporte usando nome diferente: no documento, ele se apresentava como Kim Chol, e no aeroporto internacional de Kuala Lumpur acabou assassinado por duas mulheres que usaram uma substância tóxica denominada VX, uma arma de destruição em massa, com uso impossível em ações desse tipo por causar a morte de centenas ou milhares de pessoas.

A polícia malasiana “descobriu” que a substância química era uma das proibidas pela Convenção sobre as Armas Químicas e mesmo classificada como arma de destruição em massa pelas Nações Unidas. Entretanto, a “descoberta” da polícia malaia é mentirosa e infantil, porque se fosse verdade todas as pessoas que se encontravam no aeroporto de Kuala Lampur teriam sido mortas pela arma química encontrada pelos malaios, afinal, basta uma gota da substância VX para envenenar centenas ou milhares de pessoas. Imaginem um pano embebido no produto: seria uma tragédia com milhares de mortos – o que não aconteceu, por motivos óbvios: foi tudo uma armação. Kim Chol teria morrido por ataque cardíaco dentro da ambulância que o transportava até o hospital, mas as autoridades malaias, aliadas ao governo norte-americano, criaram um roteiro de ficção para tentar justificar perante a opinião pública mundial mais uma estória para denegrir a imagem da RPD Coreia – Coreia do Norte.