Fernando Brito – Tijolaço

E segue a festa das concessões aos Estados Unidos.

Embora, graças à Embrapa, já haja cultivares que nos permitiriam a autossuficiência na produção de trigo, hoje produzimos a metada de nosso consumo. A outra metade, importamos de um de nossos mais importantes parceiros comerciais, a Argentina.

Mas lê-se agora no Valor que “mesmo sem garantia de obter nada em troca, o Brasil confirmou oficialmente que vai  fazer uma importante concessão unilateral aos Estados Unidos na área de comércio: flexibilizar a entrada de trigo importado no país”.

“Flexibilizar” significa isentar de imposto de importação cerca de 750 mil toneladas anuais de trigo dos EUA.

O governo Bolsonaro resolveu fazer “um gesto para mostrar que estamos mudando para valer” em termos de abertura, disse ao Valor um assessor presidencial.

Ou seja, que seremos “bons meninos”. Sem o gravame do imposto, é claro que plantar trigo em áreas de menor produtividade passa a ser menos interessante.

Aliás, é parte do desejo de exterminar a Embrapa.

Afinal, temos de “desconstruir”, talquei?