O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse nesta quarta-feira (23) que rompeu relações diplomáticas e políticas com os Estados Unidos, um de seus principais compradores de petróleo.

O presidente deu 72 horas à equipe diplomática dos EUA para deixar o país, em um anúncio feito enquanto se dirigia a seus partidários de uma varanda do palácio do governo.

O anúncio foi feito após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconhecer o oposicionista Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Em seguida, Paraguai, Brasil e Canadá também fizeram o reconhecimento.

Guaidó deu um pronunciamento mais cedo durante uma manifestação contra o governo de Nicolás Maduro e realizou um pronunciamento se auto-proclamando presidente interino da Venezuela.

Rússia mantém reconhecimento de Maduro como presidente legítimo da Venezuela

A posição da Rússia sobre o reconhecimento de Nicolás Maduro como presidente legítimo da Venezuela não vai mudar, apesar do fato de vários estados terem reconhecido o líder da oposição como o presidente do país latino-americano, disse Andrei Klimov, membro da Câmara Alta, à Sputnik nesta quarta-feira (23).

No começo do dia, o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, novo presidente da Assembleia Nacional, liderada pela oposição, disse em um comício em Caracas que ele jurou assumir os poderes executivos.

Os Estados Unidos, Colômbia, Brasil, Paraguai entre outros, já o reconheceram como presidente interino da Venezuela.

“A Rússia já reconheceu o presidente legalmente eleito da Venezuela Maduro, [vice-presidente da Câmara Alta Ilyas] Umakhanov estava na inauguração, expressou parabéns. Nada vai mudar em sua posição [na Rússia]”, disse Klimov, que serve como vice-presidente da Comissão de Assuntos Internacionais da Câmara Alta Russa.

Sputnik Brasil