Jornalista sofreu infarto fulminante na madrugada desta quarta-feira, depois de sair para jantar com amigos na noite de terça-feira

Paulo Henrique Amorim foi um dos poucos jornalistas honrados da mídia nacional.

Em 2003, foi contratado pela Record TV, onde apresentou o Jornal da Record segunda edição. No ano seguinte, ajudou a criar a revista eletrônica Tudo a Ver na emissora. Em 2006, assumiu a apresentação do Domingo Espetacular, onde ficou até junho deste ano.

Amorim deixa uma filha e a mulher, a jornalista Geórgia Pinheiro.

“ADEUS, PHA

Por Leandro Fortes
A morte de Paulo Henrique Amorim, nesta manhã fria de quarta-feira, deixa em mim uma sensação amarga de orfandade.

Paulo era um amigo temporão, nos encontramos na criação do movimento de blogueiros progressistas, o Blogprog, em 2010. Juntos, participamos, como conselheiros, da criação do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo.

Paulo vinha, como eu, das entranhas de uma mídia que se voltava, progressiva e agressivamente, contra os governos populares de Lula e Dilma. Ao se posicionar, nunca foi perdoado.

Morreu sob pressão de dezenas de processos judiciais movidos por todo tipo de canalha apoiado por outros canalhas, sobretudo jornalistas que o odiavam por lhes invejar a coragem e a independência.

Sem Paulo, tudo ficará mais triste e difícil. Mas, como ele bem sabia, continuaremos indo em frente.”