Washington informou ontem que aplicou novas sanções ao líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e “aos que estão estreitamente associados a ele”.

Presidente dos EUA, Donald Trump, disse que Khamenei é responsável pelo “comportamento hostil” de Teerã para com os Estados Unidos.

Presidente iraniano Hassan Rouhani declarou que as sanções contra Teerã demonstram o “desespero” da Administração dos EUA, chamando os ocupantes da Casa Branca de “retardados mentais”. Rouhani destacou que as sanções impostas contra o líder supremo aiatolá Ali Khamenei são inúteis, porque ele não tem ativos no estrangeiro, escreve Reuters.

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Seyyed Abbas Mousavi, afirmou que as novas sanções dos EUA contra o líder supremo do seus país, Ali Khamenei, e outros altos cargos representa o fim definitivo da diplomacia entre Teerã e Washington.

“As sanções infrutíferas contra a liderança do Irã e o chefe da diplomacia iraniana significam o encerramento definitivo do caminho da diplomacia com a frustrada Administração dos EUA”, cita a Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA) o porta-voz da entidade.

Na semana passada, o Irã derrubou um drone americano na região costeira de Hormozgan, acusando os EUA de violarem o espaço aéreo do país. Por sua vez, o Comando Central dos EUA afirmou que veículo não tripulado foi abatido enquanto operava em águas internacionais no estreito de Ormuz.

Redação com Sputnik Brasil

França, Alemanha, Reino Unido e UE condenam sanções dos EUA ao Irã em declaração conjunta, referindo-se ao acordo nuclear de 2015 com o Irã.