Nesta quarta-feira, o prefeito Rafael Greca promoveu nova audiência pública para encaminhar demandas da população, assim como procedimentos administrativos da Prefeitura. “Essa reunião serve para desatar nós burocráticos que freiam o desenvolvimento da cidade”, disse Greca, enquanto atendia os cidadãos.

O prefeito e a equipe de secretários se debruçaram sobre cada uma das solicitações apresentadas, para dar soluções técnicas e de qualidade. Participaram do encontro a procuradora-geral do município, Vanessa Volpi, o secretário municipal do Urbanismo, Marcelo Ferraz César, o secretário municipal de Administração e Recursos Humanos, Carlos Calderon, e a assessoria de gabinete do prefeito Juliana Cruz Lima.

Interesse social

A primeira audiência teve a solicitação dos representantes da Escola Especial São Camilo, que atende 180 alunos com deficiência, entre adolescentes, adultos e idosos no bairro Santa Cândida, há 22 anos. A escola procura adequar o prédio para torná-lo acessível a deficientes físicos, mas a reforma esbarrou em entraves burocráticos: o imóvel não tem alvará de construção e está próximo a uma área de reserva ambiental. “Estão próximo a uma das nascentes do Rio Bacacheri e, embora o prédio esteja lá desde 1972, não tem alvará”, explicou o prefeito. “Vamos desatar esse nó e a escola vai atender os alunos com o carinho com que sempre os atendeu”, completou Greca.

O edifício tem mais de 40 anos e é da Prefeitura. Para solucionar o caso foi proposto que a escola seja declarada de Interesse Social, o que à dispensaria dos pormenores da legislação ambiental e possibilitaria pleno funcionamento. O presidente do Instituto de Habilitação e Orientação Excepcional do Paraná – entidade mantenedora da escola -, João Afonso Germano Filho, aprovou o modelo adotado. “Achei válida a oportunidade de apresentar ao prefeito e aos secretários as dificuldades burocráticas que temos encontrado.”

Segundo Germano Filho, o caso da Escola São Camilo se arrasta há muito tempo. “Estamos há três anos procurando a Prefeitura para conversar e tivemos agora um bom encaminhamento”, disse.

Igreja de São Vicente de Paulo

Na sequência, Greca conversou com o padre Odair Miguel Gonçalves dos Santos, superior provincial da Congregação da Missão Província do Sul, e Edson Friedrichsen, ecônomo provincial e pároco da Paróquia São Vicente de Paulo, no São Francisco. Os padres pediram ao prefeito a suspensão da exigência de construção de uma caixa de contenção de águas no terreno da igreja, feita pela gestão anterior. “O terreno possui uma quantidade de área permeável superior ao que é exigido pela lei”, explica o padre Edson.

A exigência foi feita para que se permitisse a liberação de uma reforma na universidade que funciona no mesmo terreno. Outra dificuldade da congregação foi a exigência realizada na gestão passada para que fossem feitas reformas e adequações invasivas no Cemitério Paroquial Abranches, um dos mais antigos da cidade e patrimônio cultural da cidade. O prefeito retirou as exigências por não as considerar cabíveis. “A igreja é uma unidade de interesse de preservação e parte do setor histórico de Curitiba”, ressaltou Greca.

Arquivo Público Municipal

Greca conversou com o diretor do departamento do Arquivo Público Municipal, Rubens Zampieri, líder da equipe que vem resgatando documentos históricos importantes. Zampieri mostrou ao prefeito uma série de telegramas do navio vapor satélite, datados de 1910 e 1911, que levou marinheiros rebelados da Revolta da Chibata para o degredo em Rondônia.

Outro achado do arquivo foi o livro de sepultamentos do Cemitério São Francisco de Paula, o cemitério municipal, dos anos 1880, assinado pelo então vereador Emygdio Westphalen, que viria a se tornar o Desembargador Westphalen. “Vamos montar um projeto para que a Casa da Memória, com o arquivo, recupere as informações para que saibamos cada vez mais do nosso passado para saber mais sobre o futuro”, disse Greca.

 

Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba