Foto: Pedro Ribas/SMCS

O prefeito de Curitiba, Rafael Greca, o vice-prefeito da capital, Eduardo Pimentel, e mais oito prefeitos de cidades vizinhas propuseram o lançamento, nesta sexta-feira (3/7), de um pacto da Grande Curitiba para o alinhamento de condutas à prevenção e controle da transmissão do novo coronavírus na cidade-polo e municípios da Região Metropolitana. A iniciativa será levada à próxima reunião do Fórum Metropolitano de combate à covid, marcada para segunda-feira (6/7), para a validação pelos prefeitos dos 29 municípios que integram a Região Metropolitana de Curitiba

“Estamos sofrendo um bombardeio de uma bomba invisível e nossa obrigação é defender todos os habitantes da Grande Curitiba. O essencial é termos boa educação sanitária para aguentar este momento e nos preparar para uma retomada saudável”, disse o prefeito Rafael Greca.

A iniciativa do pacto entre as cidades foi tratada em reunião extraordinária on-line do Fórum Metropolitano de Combate à Covid-19, organizado pela Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec), presidida pelo prefeito de Fazenda Rio Grande, Marcio Wozniack. Participaram da reunião os prefeitos Antonio Cesar Matucheski, de Tijucas do Sul; Bihl Elerian Zanetti, de Campina Grande do Sul; Claudio Cesar Casagrande, de Campo Magro; Izabete Cristina Pavin, de Colombo; Luiz Claudio Costa, de Balsa Nova; Marcelo Fabiani Puppi, de Campo Largo; e Patrick Magari, de Cerro Azul, indicados pelo colegiado do fórum.

Sugerido pelo prefeito de Campo Largo, Marcelo Puppi, o Pacto pela Grande Curitiba foi encampado pelos demais prefeitos, como estratégia para que haja unidade nas decisões dos municípios que compõem a grande Curitiba relacionadas ao controle da pandemia.

“Não adianta tomar decisões isoladas. O sentido metropolitano é essencial. Queremos que Curitiba seja única com todos os prefeitos trabalhando em conjunto para conter a pandemia”, ressaltou Puppi.

“O pacto pela Grande Curitiba é uma ideia formidável”, afirmou o prefeito da capital, Rafael Greca. Para ele, a ampliação do número de casos se deve a eventos realizados por ocasião do Dia dos Namorados e passeatas em que houve grande concentração de pessoas. “Estamos vivendo a ressaca desses dias. Isso se somou ao frio e tempo úmido e provocou o momento que estamos vivendo. Haverá o novo ingresso financeiro e a movimentação da economia quanto mais rápido resolvermos a questão sanitária”, observou.

Unidade

Organizador do Fórum, o prefeito de Fazenda Rio Grande e presidente da Assomec, Marcio Wosniack também destacou a importância da unidade nas decisões dos municípios. “Se não tivéssemos o fórum metropolitano como um grande guarda-chuva de ações conjuntas iríamos ter problemas”, observou.

Na opinião da prefeita de Colombo, Beti Pavin, a iniciativa fortalece a integração da Grande Curitiba. “Isso representa um passo à frente em relação à nossa unidade”, disse.

Para Luiz Claudio Costa, prefeito de Balsa Nova, é fundamental que qualquer decisão em relação a covid-19 seja comum a todos. “A metrópole só existe se tivermos imbuídos do mesmo sentimento”.

A afirmação de Costa foi compartilhada pelo prefeito de Campo Magro, Claudio Casagrande para quem a unificação dos decretos, com a participação de todas as cidades é muito importante. Os prefeitos de Tijucas do Sul, Antonio César Matucheski e de Cerro Azul, Patrik Magari também manifestaram apoio à integração das ações dos municípios da RMC.

Decretos Estaduais

Os prefeitos da Grande Curitiba estão alinhados às medidas de contenção ao novo coronavírus determinadas pelos Decretos n.º 4.942/20 e nº 4951/20, do Governo do Estado do Paraná.

A determinação do Estado amplia as restrições ao funcionamento de atividades comerciais e de serviços pelo período de 14 dias, que inclui a área da 2ª Regional de Saúde, e abrange os 29 municípios da Grande Curitiba (Curitiba e Região Metropolitana de Curitiba).

Entre as medidas definidas no decreto e que devem ser comuns a Curitiba e seus vizinhos estão a suspensão de funcionamento de shopping centers, galerias comerciais, comércios de rua, salões de beleza, barbearias, clínicas de estética, academias de ginástica e clubes. Os serviços de restaurantes e lanchonetes poderão atender apenas por meio de entrega de produtos em domicílio, drive-thru e/ou retirada em balcão. Os supermercados, mercados e similares poderão funcionar somente de segunda a sábado, entre 7 horas e 21 horas, sendo proibida a entrada de crianças menores de 12 anos e o fluxo de pessoas limitado a 30% da capacidade total dos estabelecimentos. Também está suspensa a comercialização de bebida alcoólicas nos serviços de conveniência dos postos de combustíveis dentro dos limites das cidades.

O não cumprimento das regras poderá resultar em sanções que variam de 1 a 5 Unidades Padrão Fiscal do Paraná (UPF/PR) para pessoas físicas e entre 20 e 100 (UPF/PR) para pessoas jurídicas. O valor da unidade é de R$ 106,34 e poderá ser dobrado em caso de reincidência.

A fiscalização cabe à Secretaria de Estado da Segurança Pública em cooperação com as guardas municipais, a vigilância sanitária estadual e municipais, e o Urbanismo de cada Município.