O ministro do STF deu razão à defesa do ex-presidente, que alega alongamento da prisão, decretada após a condenação em segunda instância

O ministro Gilmar Mendes, do STF, recomendou que o ex-presidente Lula, preso em Curitiba pela operação Lava Jato, seja solto imediatamente. A declaração do ministro foi feita durante a sessão da 2ª Turma da Corte, na tarde desta terça-feira 25.

Após um apelo de Cristiano Zanin, advogado do petista, a Segunda Turma resolveu julgar um habeas corpus de Lula que questiona a tramitação no STJ do recurso contra a condenação no triplex. A defesa alega imparcialidade do ex-juiz Sérgio Moro no julgamento de Lula e pede a anulação do processo.

“Tem razão o nobre advogado quando alega o alongamento desse período de prisão diante da sentença e condenação confirmada em segundo grau. Como temos toda a ordem de trabalho organizada, o que eu proponho é de fato conceder uma medida para que o paciente aguardasse em liberdade a nossa deliberação completa. Encaminharia, nesse sentido, se a o colegiado assim entendesse”, disse Gilmar Mendes.

Além de Mendes votam Edson Fachin, Cármen Lúcia, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.

Carta Capital

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Segunda Turma do STF decide julgar se Moro foi parcial com Lula

A presidente da Segunda Turma do STF, ministra Cármen Lúcia, decidiu levar a julgamento na sessão desta terça-feira, 25, o habeas corpus em que a defesa do ex-presidente Lula pede que seja declarada a parcialidade do ex-juiz federal e ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, no processo da Operação Lava Jato referente ao tríplex do Guarujá.