Requião pede “interdição psiquiátrica imediata” de Jair Bolsonaro por declarações sobre o coronavírus. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado | Isac Nóbrega/PR)

Ex-senador Roberto Requião avaliou que o crescimento do apoio a Bolsonaro nas pesquisas de opinião está ligado ao auxílio emergencial, que será cortado em breve. “Não acredito que o auxílio emergencial vá manter na coleira esse eleitorado lulista”, declarou

247 – O ex-governador do Paraná e ex-senador Roberto Requião avaliou nesta terça-feira, 15, que Jair Bolsonaro não deverá ter grande sobrevida na Presidência da República, em grande medida em função de sua incapacidade em retomar a economia do Brasil.

Em entrevista ao site Tutaméia, requião disse que Bolsonaro vai acabar porque “foi um acidente de percurso”. “Os milionários não suportam mais o Bolsonaro, as suas boçalidades. Bolsonaro vai ser defenestrado. Cai do governo com ou sem impeachment. Ele não é tolerado pela burguesia brasileira. Ele está tentando fazer como um Beppe Grillo [político italiano], se identificar com o lumpesinato. Ele não vai poder sustentar economicamente as esperanças. Ele será uma frustração para a população. A minha preocupação é que nessa frustração surja um projeto para o Brasil ou ficamos na mão de ditadores”, afirmou Requião.

O ex-senador avaliou que o crescimento do apoio a Bolsonaro nas pesquisas de opinião está ligado ao auxílio emergencial, que será cortado em breve.

“Ele se apropria do eleitorado mais afastado das questões políticas e econômicas, que foi do Lula com as políticas compensatórias. Mas o povo brasileiro, que conheceu o Getúlio Vargas, a CLT, que conheceu a evolução do Ocidente em relação a direitos de trabalhadores, das mulheres e isso tudo se incorporou à nossa legislação, quando a crise apertar, mais não vai se conformar e se submeter a essa canalha que acabou com a CLT. Não acredito que o auxílio emergencial vá manter na coleira esse eleitorado lulista”, declarou Roberto Requião ao Tutaméia.