Brasil 247 – A chamada ajuda humanitária à Venezuela por parte dos Estados Unidos, com apoio do Brasil e da Colômbia, não alcançou o resultados esperado para esses três países, que se alinharam para intervir no país sul-americano por causa das reservas de petróleo cobiçadas pelo governo Donald Trump.

Os caminhões que tentaram entrar na Venezuela a partir do Brasil passaram a tarde parados do lado brasileiro. Na fronteira colombiana, onde se concentraram os esforços de invasão da Venezuela, dois caminhões com “ajuda humanitária” foram incendiados antes de entrar em território Venezuelano.

Durante pronunciamento em Caracas, capital da Venezuela, o presidente Nicolás Maduro, anunciou o rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia.

“Eu decidi romper todas as relações políticas e diplomáticas com o governo fascista da Colômbia e todos os seus embaixadores e cônsules devem partir em 24 horas da Venezuela. Saia daqui, oligarquia!”, disse.

Sobre o Brasil, Maduro disse que os venezuelanos não são maus pagadores. “Estamos dispostos como sempre estivemos a comprar todo o arroz, todo o açúcar, todo leite em pó que vocês quiserem vender. (…) Não somos maus pagadores, nem mendigos, somos gente honrada e que trabalha. Querem o que? Trazer caminhões com leite em pó? Eu compro agora”, afirmou.

Mauro também criticou a participação dos EUA. “Ajuda humanitária? A quem Donald Trump ajudou na vida dele?”, questionou.

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“Ajuda humanitária” do Brasil à Venezuela enviada no “Dia D” cabe no lombo de um jegue

Por Kiko Nogueira – DCM

A imagem de uma das camionetes carregadas de “ajuda humanitária” do governo brasileiro à Venezuela diz tudo.

No chamado ‘dia D’ da operação, o Brasil enviou apenas dois desses veículos. Dois.

No G1, a descrição do fiasco:

Os caminhões deixaram a capital de Roraima às 6h50 escoltados pela Polícia Rodoviária Federal e, pelas regras estabelecidas pelo governo brasileiro, a ajuda deve ser transportada por caminhões venezuelanos conduzidos por motoristas venezuelanos.

O primeiro deles chegou às 11h10 e já se posicionou na área que divide o Brasil da Venezuela. O segundo atrasou depois que teve o pneu furado no trajeto entre Boa Vista e Pacaraima, chegando às 12h30.

O chanceler Ernesto Araújo deu uma entrevista coletiva na sede da Polícia Federal, diz a Folha.

Declarou que não há uma “linha vermelha” para interromper a ação. “Só se o caminhão quebrar.”

Os caminhões trouxeram quatro kits emergenciais do Ministério da Saúde com medicamentos de baixa complexidade, arroz americano e leite made in Brazil.

Segundo o Itamaraty, essa mixaria daria para 6 mil pessoas por um mês. Então tá.

Como disse nosso leitor Edward Magro, para carregar isso “era só botar no lombo de um jeque e soltar o bicho. Não precisava ameaçar entrar em guerra”.

Justo.

Mas aí não seria o bolsonarismo, suas mentiras, seus vexames e suas mamadeiras de piroca.