O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB-MA) condenou a completa submissão do Exército a Jair Bolsonaro, que humilhou publicamente o general e ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. “Só não consigo entender para que se submeter a isso”, refletiu

247 – O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB-MA), usou suas redes sociais neste sábado (24) para condenar a completa submissão do Exército a Jair Bolsonaro, que humilhou publicamente o general e ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

“Já perdi as contas de quantos generais do Exército foram humilhados e agredidos nesse governo Bolsonaro. Só não consigo entender para que se submeter a isso. E será que ninguém se preocupa com a imagem e o futuro das Forças Armadas?”, questionou Dino.

Nesta semana, Dino entrou com uma ação no STF contra fake news disparada por Bolsonaro, que acusou o governador do Maranhão de não fornecer proteção policial em sua visita no Estado. Por consequêcia, Bolsonaro disse que foi obrigado a cancelar a viagem.

“A revolta da vacina”

A ira de Bolsonaro teve início quando Pazuello anunciou na última terça que iria adquirir 46 milhões de doses da vacina CoronaVac.

Bolsonaro então travou uma cruzada contra a Coronavac. Nesta quarta-feira (21) ele cancelou o acordo firmado pelo Ministério da Saúde para a compra dos imunizantes desenvolvido pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. O acordo previa a edição de medida provisória para disponibilizar crédito de R$ 1,9 bilhão para a compra das vacinas.

“Alerto que não compraremos vacina da China. Bem como meu governo não mantém diálogo com João Doria sobre covid 19″, afirmou Bolsonaro a ministros.

Bolsonaro também lançou ataques xenofóbicos contra a China e disse não confiar na garantia de eficácia do imunizante chinês.

O rompante de Bolsonaro diz respeito a dois fatores: seguir a linha de Donald Trump de guerra ideológica contra a China, responsável por 40% das exportações brasileiras, e também pelo fato de o governador João Doria (PSDB-SP), possível candidato em 2022, estar em parceria na produção da vacina CoronaVac.

A crise ganhou novos capítulos quando o instituto Butantã acusou a Anvisa, agência que regula a qualidade da vacina, de atrasar a aquisição de insumos para a produção da vacina CoronaVac.

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