O prefeito de Curitiba e o governador do estado se reúnem nesta quinta-feira para falar sobre transporte coletivo. A agenda foi confirmada por Rafael Greca em entrevista à CBN Curitiba; a pauta será voltada à integração do transporte metropolitano. Dentre os assuntos a serem tratados, está o fim da isenção do ICMS do diesel, que deixou de ser aplicado após seis anos, em decorrência de uma decisão do Conselho de Política Fazendária, ligado ao governo federal. O fim da anistia pode empurrar para cima os custos do sistema. As informações são de Cristina Seciuk na CBN/Curitiba.
 
“Esse é o problema que envolve todos os municípios, e uma questão nacional, o ICMS do diesel. Claro que eu acho que deve haver um apoio, tanto do governo federal quanto estadual para as cidades, mas se isso não der certo nós temos condição de trabalhar no sentido de uma integração metropolitana, em que o recurso vem para Curitiba também para cobrir esse aumento. É 8% que a tarifa sobre, somando o decíduo dos postos mais o ICMS do diesel. Eu não posso transferir isso para a população. Eu preciso do governo e do governador”, diz Greca.

Greca ainda afirmou que as atuais movimentações da prefeitura são pela necessidade de se fazer o menor reajuste tarifário possível em fevereiro, mês estabelecido em contrato para a revisão dos valores. Assim, a perspectiva é de que algum aumento no preço da passagem de ônibus é inevitável.

 
“Seja a menor, seja para o bem do povo mantendo a sustentabilidade do sistema, com o espirito do Rafael Greca, o menos propenso possível para que ele seja como gostariam os meus inimigos”, diz Greca.

Ainda nesta entrevista à CBN Curitiba, o prefeito falou sobre Previdência. Disse que entrou em contato com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) nesta semana. Enviou uma carta, segundo Greca, para encoraja-lo a tocar a reforma em nível nacional.

 
“O que o presidente desenhou e sem falar conosco é muito semelhante ao que nós fizemos aqui, é uma previdência privada para quem vai entrar, é uma revisão das alícotas das contribuições e é uma busca de direitos com sustentabilidade. Eu quis compartilhar essa experiencia com o Paulo Guedes e o Presidente para encorajar o Brasil, as bases parlamentares, a terem coragem de entender que direitos sem sustentabilidade são desenganos, que o Brasil só tem um caminho o de fazer a reforma da previdência”, diz Greca.

A reforma previdenciária de Curitiba já está valendo, passou a vigorar após aprovação na Câmara municipal, junto às medidas de ajuste fiscal encaminhadas pelo executivo desde o início da gestão Greca. Similar à solução pensada na esfera federal, a medida local estabeleceu um sistema de capitalização para garantir sustentabilidade.