Os Estados Unidos anunciaram uma nova fase da campanha militar na Síria e a retirada das tropas do país. Esta a informação da secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders nesta quarta-feira.

Sanders observou que, há cinco anos, o IG (organização proibida na Federação Russa. – Ed.) Era uma força muito poderosa e perigosa no Oriente Médio, mas os Estados Unidos conseguiram destruir seu califado territorial. O representante da Casa Branca acrescentou que a vitória da coalizão internacional de países liderados pelos Estados Unidos sobre o IG na Síria não significa o fim da coalizão ou de sua campanha.

“Os Estados Unidos e nossos aliados reúnem-se para se engajar na defesa dos interesses americanos em todos os níveis, se necessário, e continuaremos trabalhando juntos para impedir a disseminação do islamismo radical, seu patrocínio, apoio em qualquer forma ou sua penetração além do território de nossas fronteiras” – Disse a mensagem, publicada pela jornalista da CNN Abby Philip no Twitter .

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os militares dos EUA estavam cumprindo sua única tarefa – derrotar o Estado Islâmico.

Segundo alguns relatos, o contingente americano na Síria é de cerca de 2 mil pessoas. Eles trabalham em estreita colaboração com as Forças Democráticas da Síria (VTS). Estes incluem unidades de autodefesa curda YPG, que um dos membros da NATO, a Turquia, considera terrorista. Ankara está indignada com essa cooperação aberta entre Washington e os curdos.

Os Estados Unidos realizam operações militares na Síria sem o consentimento do governo da Síria. As autoridades da república apelaram repetidamente à ONU com um pedido para que os Estados Unidos assumissem a responsabilidade pelas ações da coalizão internacional liderada pelo lado americano.

 

Izvéstia – Tradução do russo: Giovanni G. Russo