O descalabro, a impostura, a ameaça, a violência e a incitação ao ódio provenientes da candidatura de Bolsonaro não têm limites; em vídeo publicado no Youtube, o coronel Carlos Alves chamou a ministra Rosa Weber, presidente do Superior Tribunal Eleitoral, de “vagabunda e corrupta”, entre outros insultos; a percepção é a de que, caso o STF (Superior Tribunal Federal) ou o TSE não reajam, as cortes irão mergulhar no mais dramático descrédito de suas respetivas histórias. O coronel ainda diz que pode correr sangue antes do natal

Brasil 247 – O descalabro, a impostura, a ameaça, a violência e a incitação ao ódio provenientes da candidatura de Bolsonaro não têm limites. Em vídeo publicaod no Youtube, o coronel Carlos Alves chamou a ministra Rosa Weber, presidente do Superior Tribunal Eleitoral, de “vagabunda e corrupta”, entre outros insultos. A percepção é a de que, caso o STF (Superior Tribunal Federal) ou o TSE não reajam, as cortes irão mergulhar no mais dramático descrédito de suas respetivas histórias. O coronel ainda diz que pode correr sangue antes do natal.

Assista o vídeo:

THE NEW YORK TIMES SOBRE BOLSONARO: ‘REPULSIVO’

Brasil 247 – Jornal mais influente do Ocidente, o The New York Times, publica um editorial sobre Jair Bolsonaro e o define como ‘repulsivo’. O texto diz: “Jair Bolsonaro é um brasileiro de direita que tem visões repulsivas. Ele disse que se ele tivesse um filho homossexual, ele o preferiria morto; que uma colega no Parlamento era muito feia para ser estuprada; que os afro-brasileiros são preguiçosos e gordos”. O jornal ainda destaca que “ele sente saudades dos generais e torturadores que governaram o Brasil por 20 anos”.

O jornal americano prossegue em espanto diante da força de uma candidatura explicitamente fascista: “por trás dessa perspectiva aterrorizante, há uma história que se tornou assustadoramente comum entre as democracias do mundo. O Brasil está emergindo de sua pior recessão de todos os tempos”.

O editorial destaca que “contra esse pano de fundo, as opiniões grosseiras de Bolsonaro são interpretadas como franqueza” e emenda: “sua carreira obscura como congressista se alinha à promessa de um forasteiro que promete limpar os estábulos e à sua promessa de um punho de ferro contra a média recorde de 175 homicídios por dia. Cristão evangélico, ele prega uma mistura de conservadorismo social e liberalismo econômico, embora confesse ter apenas uma compreensão superficial da economia”.

O jornal compara Bolsonaro a Trump: “soa familiar? Ele é o mais recente em uma longa lista de populistas que enfrentaram uma onda de descontentamento, frustração e desespero para o mais alto cargo em cada um de seus países. Não surpreendentemente, ele é frequentemente descrito como um ‘Trump brasileiro’.